Eu encontrei Jesus no silencio que brilha! (Sol)

A Importância do Santo Silêncio: Por Santo Afonso Maria de Ligório

Imagem relacionada1. O silêncio é um meio excelente para se alcançar o espírito da oração e para se habilitar para o trato ininterrupto com Deus. Dificilmente se encontrará uma pessoa verdadeiramente piedosa que fale muito.

Todos que possuem o espírito de oração amam igualmente o silêncio, que é justamente chamado o conservador da inocência, um baluarte contra as tentações e uma fonte de oração, pois que o silêncio favorece o recolhimento e excita no coração bons pensamentos: ele obriga de certo modo a alma a pensar em Deus e nos bens celestes, como diz S. Bernardo (Ep. 78).

Por essa razão todos os santos e mesmo aqueles que não viveram como anacoretas eram especiais amantes do silêncio.

O profeta Isaías diz: “O silêncio cultivará na alma a justiça” (Is 32, 17). De um lado ele nos preserva de muitos pecados, removendo a ocasião de altercações, de difamações, rancor e curiosidade; de outro lado, nos auxilia a adquirir muitas virtudes.

Como não se pratica admiravelmente a humildade quando se ouve modestamente e se guarda o silêncio, enquanto falam os outros; a mortificação, quando, desejando-se narrar algum episódio ou dizer algum chiste se abstém disso, calando-se; a mansidão, quando nada se responde sendo-se injustamente repreendido ou injuriado!

O muito falar, pelo contrário, traz consigo muitos danos. Como se conserva a devoção pelo silêncio, assim também se perde pelo muito falar. Por mais que se esteja recolhido durante a oração, se depois não se vencer no falar, estar-se-á logo distraído como se não tivesse feito oração. Abrindo-se a tampa de uma estufa, o calor se evapora em curto prazo.

“Evita o muito falar, admoesta S. Doroteu” (Doct. 24). É fora de dúvida que uma pessoa que fala muito com os homens pouco se entretém com Deus, e que Deus, por sua parte, pouco fala com ela; segundo suas próprias palavras, ele conduz a alma à solidão quando lhe quer dirigir a palavra: “Eu a conduzirei à solidão e lhe falarei ao coração” (Os 2, 14).

Além disso, nos admoesta o Espírito Santo (Prov 10, 19): “No muito falar não faltará pecado”. Ainda que durante a conversação que se protrai sem necessidade, não se pense que se está cometendo falta, contudo, depois, em um sério exame de consciência, se descobrirá qualquer falta, quer por indiscrição, ou por curiosidade, ou, ao menos, por inútil tagarelice.

Mas, que digo eu? Não é só de uma ou outra falta que nos tornamos culpados, quando falamos muito, mas de grande número delas.

Segundo S. Tiago (Tg 3, 6) é a língua “um mundo de injustiças”; pois, como nota um sábio escritor, o maior número de pecados é ocasionado pelo falar ou pelo ouvir falar.

Ah! quantas almas não se acharão, no dia do juízo, ente os condenados porque não guardaram sua língua! O pior é que aquele que se entrega à distração pelo intenso trato com as criaturas e pelo muito falar, não conhece suas faltas e, por isso, cai sempre mais profundamente. “O homem que fala muito, diz o salmista (Prov 139, 12), não será dirigido na terra”, e seguirá por mil desvios, sem que se possa esperar a sua emenda.

 

Parece que alguns não podem viver sem prosear desde a manhã até à tarde: querem saber tudo o que acontece, incomodam-se com tudo e ainda perguntam que mal fazem com isso. A esses respondo: Deixai de falar tanto, procurai recolher-vos um pouco e conhecereis quantas faltas cometestes com vosso imoderado prosear.

Resultado de imagem para monge Cartuxo“Quem guarda a sua boca, guarda a sua alma”, diz o Sábio (Prov 13, 3). E São Tiago escreve:“Quem não peca por palavra é um homem perfeito” (Tg 3, 2).

Quem, por amor de Deus, pratica o silêncio, fará também com diligência a leitura espiritual, a meditação e a visita ao Santíssimo Sacramento.

Oh! quanto ama Deus a uma alma que observa o silêncio!

Principalmente se se mortifica no falar naquelas ocasiões em que sente um desejo especial para falar, por exemplo, depois de um longo retiro, em acontecimentos agradáveis ou desagradáveis.

Quem costuma, porém, se difundir em conversas estará continuamente distraído e deixará facilmente a oração, a meditação e outros exercícios de devoção e perderá assim, pouco a pouco, o gosto por Deus e pelas coisas divinas.

É impossível que aquele que não ama o silêncio, diz S. Maria Madalena de Pazzi, ache gosto nas coisas divinas; ele se lançará, mais cedo ou mais tarde, nos braços das alegrias mundanas.

 2. Contudo, a virtude do silêncio não consiste em nunca se abrir a boca para uma conversa, mas em se calar quando não há motivo razoável para se falar. Por isso diz Salomão (Ecle 3, 7): “Há tempo para se calar e tempo para falar”. Nota S. Gregório de Nissa que se fala primeiramente do tempo de se calar, porque pelo silêncio é que se aprende a arte de falar bem.

Quando, pois, se deverá calar e quando deverá falar um cristão que deseja santificar-se? Ele deve calar-se quando não for necessário falar, e deve falar quando a necessidade ou a caridade o exigir.

S. Crisóstomo (In ps. 140) estabelece a seguinte regra: “Só quando o falar for mais proveitoso que o calar-se é que se deve falar”. Com isso se harmoniza o conselho dado pelos mestres espirituais: “Cala-te ou fala de tal modo que o falar seja preferível ao silêncio”. S. Arsênio confessou que se arrependeu muitas vezes de ter falado e nunca de ter guardado o silêncio. Por isso S. Efrém aconselha a cada cristão:

“Fala muito com Deus e pouco com os homens” (Encom, in ps.).

Pelo que farias muito bem, alma cristã, se guardasses o silêncio em certas e determinadas horas do dia e, para não encontrares ocasião de falar, te retirasses, durante esse tempo, para um lugar solitário. Se a obediência ou a caridade não to permitir, procura ao menos achar alguns momentos livres para te recolheres e reparares as faltas que cometeste em tuas conversações, pois o Sábio diz (Eclo 14, 14):

“Não deixes passar uma partezinha do bem que te é concedido”. Se não puderes empregar para o Senhor mais tempo, consagra-lhe ao menos os curtos instantes que te estão à disposição e procura cortar toda conversação inútil sob qualquer oportuno pretexto.

Se alguma vez em tua presença se pronunciar alguma palavra indecente, foge então sem demora ou, ao menos, abaixa os olhos e não dês resposta ou então dirige a conversa para outro assunto. Conversas mundanas deves procurar cortá-las quanto antes. S. Francisca Romana recebeu certa vez uma bofetada de seu anjo da guarda porque não deu outra direção a uma conversa de algumas senhoras que falavam sobre coisas fúteis.

Para não faltares neste ponto, deves, antes de tudo, mortificar a tua curiosidade. O Abade João costumava dizer: Quem quiser refrear sua língua, deve tapar seus ouvidos, reprimindo o desejo de saber novidades.

3. Se estiveres obrigada a falar, alma cristã, pondera bem primeiramente o que queres dizer: “Coloca tuas palavras na balança” (Eclo 28, 29), te diz o Espírito Santo.

S. Bernardo diz que as palavras deveriam passar duas vezes pelo crivo da apuração antes de chegarem à língua, para que não se diga o que não é útil declarar. S. Francisco de Sales exprime o mesmo pensamento com outras palavras: “Para não se faltar, na conversa, se deveria ter a boca como que abotoada, para que se pudesse refletir, enquanto se desabotoasse, no que vai se falar”.

Antes de falar deves, pois, ponderar:

1º. o que queres dizer – se, por exemplo, com isso não ofendes a caridade, a modéstia ou qualquer outro mandamento de Deus;

2º. com que intenção falas – algumas vezes se diz alguma coisa boa, mas com má intenção, para se aparecer virtuoso ou então espirituoso;

3º. com quem falas – se com um superior, ou com um igual, ou inferior; se na presença de adultos ou de crianças, que talvez poderiam escandalizar-se com tuas palavras;

4º. como deves falar – pois é teu dever falar com simplicidade cristã, sem afetação; com humildade, evitando toda a expressão orgulhosa ou vaidosa; com mansidão, sem mostrar impaciência ou ofender o próximo; com discrição, sem querer ter sempre a primeira palavra, principalmente se fores mais moço que os outros; com modéstia, evitando interromper os demais.

Além disso, deves falar com voz moderada e evitar todas as expressões e gestos que são próprios de um mundano. Finalmente, deves te abster de rir imoderadamente, pois isso de forma alguma está bem a uma pessoa que deseja viver piedosamente, como nota S. Basílio.

Um riso moderado, porém, que denota a alegria do coração, não é nem contra a civilidade nem contra a piedade.

Modéstia e alegria é o que deve luzir no procedimento de um bom cristão, e não melancolia e desalento, pois isso desonra a piedade e induz a crer que uma vida dedicada a Deus ocasiona, em vez de paz e alegria, unicamente tristeza e tribulações.

Santo Afonso Maria de LIGÓRIO. Escola da Perfeição Cristã. Obra compilada dos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, pelo Pe. Saint-Omer, C. SS. R. Petrópolis (s. e.), 1955, p.256-259.

 

Papa incentiva sacerdotes a cuidar dos momentos de silêncio durante a Missa

Recomendo vivamente aos sacerdotes que observem o momento de silêncio e não terem pressa. Oremos para que se faça silêncio; sem ele, corremos o risco de subestimar o recolhimento da alma”.

O Santo Padre meditou sobre o canto do Glória e a oração da coleta na celebração da Missa e centrou-se no significado dos momentos de silêncio.

“Na liturgia, a natureza do silêncio depende do momento específico”, afirmou. Explicou que, durante o ato penitencial, esse silencia ajuda ao recolhimento, enquanto após a leitura ou depois da homilia, o silêncio convida a meditar brevemente sobre aquilo que se escutou. Do mesmo modo, após a comunhão, o silêncio favorece a oração interior de agradecimento.

Por outra parte, “antes da oração inicial, o silêncio nos ajuda no recolhimento, a pensarmos no porquê estamos ali”.

O Santo Padre destacou a importância de escutar nossa alma e de abri-la depois ao Senhor: “Talvez tenhamos tido dias de cansaço, de alegria, de dor e queremos compartilhar com o Senhor e pedir sua ajuda, ou pedir-lhe que permaneça perto de nós”.

Pode ser que “queiramos pedir por familiares ou amigos doentes, ou que estejamos atravessando provações difíceis”, ou simplesmente “pedir-lhe pela Igreja e pelo mundo. Para isto serve o breve silêncio antes que o sacerdote, reunindo as preces de cada um, expresse em voz alta em nome de todos a comum oração que conclui os ritos de introdução com a ‘coleta’ das intenções dos fiéis”.

“O silêncio – continuou – não se reduz à ausência de palavras, mas na disposição a escutar outras vozes: a de nosso coração e, sobretudo, a voz do Espírito Santo”.

“Precisamente, do encontro entre a miséria humana e a misericórdia divina ganha vida a gratidão expressa no ‘Glória’, ‘hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro’”, explicou o Pontífice citando o Missal Romano.

“Podemos dizer que o ‘Glória’, cantado ou recitado no domingo, exceto nos tempos do Advento e da Quaresma, e nas solenidades e festas, constitui uma abertura da terra ao céu, em resposta à inclinação do céu à terra”.

Recordou que “após o ‘Glória’, ou, quando não há este, logo após o Ato penitencial, a oração toma a forma particular na oração chamada ‘coleta’, por meio da qual se expressa o caráter próprio da celebração, variável em função do dia ou do tempo do ano”.

Além disso, destacou que “o Ato penitencial nos ajuda a nos despojarmos de nossas presunções e a nos apresentarmos diante de Deus como realmente somos, conscientes de ser pecadores, na esperança de ser perdoados”.

“Com o convite ‘Oremos’, o sacerdote nos exorta o povo a se recolher com ele em um momento de silêncio, a fim de tomar consciência de estar na presença de Deus e fazer emergir, no próprio coração, as intenções pessoais com as quais participa da Missa”.

Finalmente, convidou a que este silêncio reflexivo se estenda para além da Missa. “No rito romano, as oração são concisas, mas ricas de significado”.

Por isso, incentivou a “voltar a meditar sobre os textos fora da Missa”, pois “pode nos ajudar a aprender como nos dirigirmos a Deus, o que pedir-lhe e quais palavras usar”.

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Domingo a noite…

Um fracasso em uma prova de CNH na sexta feira. Compromissos que se emendaram no fds. Buscando me distrair domingo a tarde, fiquei mais cansada. Bingo é bom, mas tem muito barulho. E a agitação não me ajuda a descansar, me cansa mais.

Pensando em ir pra casa tomar um banho, e voltar para cumprir meu compromisso na missa da noite na liturgia. Onde iria ler a oração dos fieis.

Não deu tempo…O bingo acabou tarde e fui direto para a missa.

Quando a procissão de entrada se preparou, percebi que faltava um leitor. E agora?

Deveria ler a segunda leitura tambem, mas não tinha me preparado, nem ensaiado.

“Vinde Espírito Santo! Vem ler em mim! Olha o pó que estou hoje!”

Subi no altar duas vezes para ler.

E no momento da consagração Eucarística, meu coração se abrasou.

E percebi que o cansaço não significava nada naquela hora!

Momento sublime! O grande milagre. Jesus que vem.

E quando comunguei…disse a Jesus…

“Me basta a santa missa, meu descanso! Mergulhar no sublime silencio, me revigora a alma. E isto basta. Voltarei quantas vezes desejar, perdoa meu murmurar.”

O Sol que  me aquece , revigora, descansa, envia a anunciar a esperança a outros. Uma imensidão de silencio embriagado de amor. Que  arranca de minha alma, as lágrimas que teimam em cair, e tento esconder. Receber em minha vida um amor que transborda, mesmo sabendo que não mereço.  Sempre será Jesus presente e vivo na santa Eucaristia.
O Sol de cada dia! De cada noite! A verdadeira alegria!
Eu encontrei Jesus no silencio que brilha!

(Sol)

Musica linda! Canta minha alma!

coração caindo

coração eucaristia

Barra eucaristia CatolicaCTV_6a

 

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