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Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”. (Mc 1,11)

 

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(Mc 1,11)

 

 

 

 

BAPTISMO DO SENHOR, festa – Ano B

Comentário do dia
Homilia atribuída a Santo Hipólito de Roma (?-c. 235), presbítero, mártir
Homilia do século IV para a Epifania, a Santa Teofania; PG 10, 852

Eis que o Senhor vem ao baptismo

Eis que o Senhor vem receber o baptismo; e chega miserável, nu, sem companhia, revestido da nossa humanidade, ocultando a sua grandeza divina para frustrar a astúcia da serpente. Dizer que Ele vem ao encontro de João qual Senhor que dispensou a sua guarda pessoal é dizer pouco; na verdade, Jesus aborda-o como um simples homem, submetido ao pecado, inclinando a fronte para ser baptizado pela mão de João. Impressionado com esta humildade, este tenta recusar dizendo: «Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por Ti. E Tu vens a mim?» (Mt 3,14). […]

Vede, bem–amados meus, quão numerosos e importantes bens teríamos perdido se o Senhor tivesse cedido ao convite de João e não tivesse recebido o baptismo. Anteriormente, os céus estavam fechados e a nossa pátria do alto era inacessível; depois de termos descido até ao fundo, já não podíamos voltar às alturas. Mas o Senhor não Se limitou a receber o baptismo: renovou o homem velho (cf Rom 6,6) e confiou-lhe de novo o ceptro da adopção divina; pois de imediato «os céus abriram-se», as realidades visíveis reconciliaram-se com as invisíveis, as hierarquias celestes encheram-se de alegria, os doentes da Terra ficaram curados, e o que estava oculto revelou-se. […] Era preciso abrir a Cristo, o Esposo, as portas da câmara nupcial. Enquanto o Espírito descia sob a forma de uma pomba e a voz do Pai ressoava em toda a parte, era necessário que «se levantassem as portas do céu» (cf Sl 23,7). […]

Peço-vos que me escuteis atentamente […]: vinde, todas as tribos das nações, ao banho da imortalidade! Através desta mensagem de alegria, anuncio-vos a vida, a vós que permaneceis ainda na noite da ignorância. Vinde da servidão para a liberdade, da tirania para a realeza, do que é perecível para o que é imperecível. Quereis saber como chegar? Pela água e pelo Espírito Santo (Jo 3,5). Esta água, que participa no Espírito, rega o paraíso, deleita a terra, fecunda o mundo […], engendra o homem para a vida, fazendo-o renascer; foi nesta água que Cristo foi baptizado e foi sobre ela que desceu o Espírito.

http://evangelhoquotidiano.org

 

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 COMENTARIO EVANGELHO

São Gregório
O Taumaturgo (c. 213-c. 270), Bispo – Homilias sobre a sagrada Teofania, 4; PG 10, 1181

«Não sou digno de me inclinar para Lhe desatar
as correias das sandálias»
[«Então veio Jesus da Galileia ter com João ao Jordão para ser baptizado por ele. João opunha-se, dizendo: ‘Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por Ti’» (Mt 3,13-14)]. Na Tua presença, Senhor Jesus, não posso calar-me, porque sou a voz, a voz que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor. Sou eu que tenho necessidade de ser baptizado por Ti e Tu vens a mim? […] Tu que eras no princípio, Tu que estavas em Deus e eras Deus (Jo 1,1); Tu que és o resplendor da glória do Pai e a imagem da Sua substância (Heb 1,); Tu que, quando estavas no mundo, vieste aonde já estavas; Tu que Te fizeste carne a habitaste entre nós (Jo 1,14; 14,23), e que tomaste a condição de servo (Fil 2,7); Tu que uniste a terra e o céu pelo Teu santo nome – és Tu que vens a mim? Tu que és grande, ao pobre que eu sou? O Rei ao precursor, o Senhor ao servo? […]
Conheço o abismo que separa a terra do Criador. Sei que diferença há entre o pó da terra e Aquele que o modelou (Gn 2,7). Sei quão longe está de mim o Teu sol de justiça, de mim que sou apenas a lâmpada da Tua graça (Mal 3,20; Jo 5,35). E, embora Te encontres revestido pela nuvem puríssima do Teu corpo, reconheço a minha condição de servo e proclamo a Tua magnificência. «Não sou digno de me inclinar para Lhe desatar as correias das sandálias.» Como ousaria então tocar o alto imaculado da Tua cabeça? Como ousaria estender a mão para Ti, que «estendeste os céus como um pavilhão» e que «estendeste a terra sobre as águas» (Sl 103,2; 135,6)? […] Que oração farei sobre Ti, que até as preces daqueles que Te ignoram acolhes?

 

http://tulacampos.blogspot.com.br

 

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Solidariedade e salvação

Jesus é o Servo do Senhor por excelência, o Filho de Deus. Sobre ele repousa o Espírito Santo, o dinamismo de Deus Santo, fazendo com que tudo o que o Filho faz seja obra que Deus deseja (evangelho). Neste sentido devemos compreender a objeção do Batista, que achava que ele devia ser batizado por Jesus e não o contrário. Se Jesus é maior que o Batista, por que deixou-se batizar por ele? Se João Batista batizava para pedir o perdão dos pecados, Jesus não devia estar no meio dos batizados… Ou sim? Pois Jesus é o realizador do desígnio (projeto) de Deus. Jesus quer ser solidário com o povo que ele vem libertar; embora ele mesmo não tenha pecado, pede a João para ser batizado em meio aos pecadores. Assim, ele quer “cumprir toda a justiça”, isto é, o plano de salvação de Deus.

Jesus não se comporta como um privilegiado. Se queremos salvar alguém, tirar alguém do poço, devemos descer até onde ele está… Por isso, Jesus se deixa batizar no meio dos pecadores, cumprindo assim a justiça, o plano do Pai. O batismo de Jesus é despojarmos de sua grandeza divina, e, ao mesmo tempo, manifestação do Espírito. Isso contém um significado para nosso próprio batismo. Para comunicar o Espírito no qual fomos batizados devemos mergulhar no mundo em que vivem os nossos irmãos e irmãs, mundo marcado pela presença do pecado. Jesus participou do batismo do perdão dos pecados porque participava da comunidade humana curvada sob o pecado.

O batismo cristão não significa meramente o perdão dos pecados, como o de João (muito menos mera bênção de saúde ou coisa semelhante). É a participação no batismo de Cristo e na sua missão como Servo de Deus, no Espírito. Nosso batismo deve levar-nos ao serviço de nossos irmãos. Ser batizado é tornar-se Servo do Senhor com Cristo, o Servo por excelência. A preparação do batismo deve ensinar isso aos candidatos, ou aos pais e padrinhos.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

http://www.porciunculaniteroi.com.br/noticias/1292.php

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batismo sjb-g26paolo veroneseThe Baptism of Christ Paolo Veronese

 

A ARTE SACRA

 

Os elementos litúrgicos devem ser condutores da atenção para o centro da celebração cristã, exercendo juntamente com todo o espaço sagrado a função de levar o Homem à conversão. A unidade e a harmonia que devem ser encontrados no espaço litúrgico refletem no fiel a grandeza que é ser batizado, o verdadeiro significado de ser cristão.

A arte sacra é um destes elementos que está a serviço da liturgia, ela indica a presença e a imagem do invisível que leva à contemplação. Não é meramente decorativa mas sim evangelizadora e comunicadora da profunda experiência de Deus. No contato com a beleza da Criação, entendemos o Criador e vemos como somos pequenos diante de tanta grandeza. E é através do mistério da encarnação, morte e ressurreição que a Igreja se expressa em uma linguagem simbólica, sendo portadora das palavras e sinais de Cristo,  o símbolo da fé cristã.

Por isso, a Igreja sempre valorizou a arte com o intuito de auxiliar e conduzir o Homem ao encontro com o mistério: “Entre as mais nobres atividades do espírito humano estão, de pleno direito, as belas artes e, muito especialmente, a arte religiosa e o seu mais alto cimo, que é a arte sacra. Elas tendem, por natureza,  exprimir de algum modo, nas obras saídas das mãos do homem, a infinita beleza de Deus, e estarão mais orientadas para o louvor e glória de Deus se não tiverem outro fim senão o de conduzir pia e o mais eficazmente possível, através de suas obras, o espírito do homem até Deus.”

(Sacrosanctum Concilium – 122) 

batismo jesus bacchiacca 1520 vienaThe Baptism of Christ    Bacchiacca  1520  Viena

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Comentário ao Evangelho do dia feito por Papa Bento XVI Homilia de 10/01/2010 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)

Quando, recolhido em oração depois do baptismo, sai da água, abrem-se os céus. É o momento esperado pela multidão dos profetas: «Se rasgásseis os céus e descêsseis!», tinha invocado Isaías (64, 1). Neste momento, parecia sugerir São Lucas, esse pedido é satisfeito. De facto, «o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu»; ouviram-se palavras nunca anteriormente pronunciadas: «Tu és o Meu Filho muito amado; em Ti pus todo o Meu agrado». […] O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e revelam-nos o Seu amor que salva.
 

batismo 115murillo 1655 berlin murillo 1655The Baptism of Christ Murillo    1655  Berlin

«Pois esta é a minha alegria! E tornou-se completa!
Ele é que deve crescer, e eu diminuir»

batismo baptism  juan fernandes de navarrete  1568  pradoThe Baptism of Christ   Juan Fernandes de Navarrete  1568   Prado Madrid

 
No momento em que saia da água, viu os céus abertos
e descer o Espírito, sobre ele, em forma de pomba.
E ouviu-se dos céus uma voz:
«Tu és o meu Filho muito amado;
em Ti ponho a minha afeição.»
(Is 9, 11)

batismo baptism         joaquim patenier  kunsthist.museum viennaThe Baptism of Christ   Joaquim Patenier    Kunsthist. MuseumVienna

João feliz, mas tremendo,
 mergulha em rio profundo 
aquele que lavaria no sangue a culpa do mundo.
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batismo 02baptism of chris  cima de conegliano 1493-94 san giovanni in bragora veniceThe Baptism of Christ  Cima de Conegliano  1493-94 San Giovanni in Bragora Venice

 

O Batismo de João não era um Sacramento. Jesus ao santificar as águas do rio Jordão com sua presença e a voz do Pai se faz ouvir: “Este é o meu Filho amado, em quem pus minhas complacências”(Mt 3, 17), e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba, é que fica instituído o Batismo. (Presença da Santíssima Trindade).
O céu se abre no momento do Batismo de Jesus e a todos nós, que significa o começo de um novo tempo.
Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo – O Batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra”.
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TU ÉS A AGUA VIVA, TU ÉS A AGUA PURA, INUNDA-ME E TUDO SE TRANSFORMARÁ EM MIM!
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