Corri tanto…tanto… Sem rumo, sem meta… E estavas lá, me esperando… no caminho seguro.

 

Vinde, Espírito Santo!
Enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito, e tudo será criado.
E renovareis a face da Terra.
Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente
todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da Sua consolação.
Por Cristo, Senhor Nosso.
Amém.

 

Santa Teresa de Jesus e a Eucaristia

VIDA MÍSTICA E EUCARISTIA
 ROSA2
1. Vida, experiência mística e doutrina de Santa Teresa de Jesus.
Na Mística Doutora, a experiência mística é a base de sua vida e de seu ensino: tudo passa pela experiência mística.
Uma vez que sua experiência se centrou no mistério de Cristo, tal como ela mesma nos conta a partir de Vida 27, com especial atenção à sua Humanidade (V 22 e 6M, 7), era normal que o Santíssimo Sacramento, como ela o chama, passasse a integrar esse campo da piedade cristológica de Teresa. 
É provável que, por esses idos, já praticasse a Comunhão diária, embora isso implicasse uma singularidade chamativa em seu ambiente comunitário. Singularidade agravada pelos condicionamentos de sua saúde, como nos conta em Vida 7,11 e 40,20.
 ROSA2
2. Graças místicas e seus problemas com os teólogos. 
Quando as graças místicas se intensificavam, ou seja, são superabundantes, e os teólogos as colocam em dúvida, uma das medidas mais cruéis adotadas contra a Santa é afastá-la da Comunhão frequente: “Disse-me meu confessor que todos concordavam em que era demônio; que não comungasse tão amiúde e que procurasse distrair-me e evitasse a solidão” (V 25,14).
“Fui à Igreja com esta aflição e entrei num oratório. Tinha deixado muitos dias de comungar, deixado a solidão que era toda a minha consolação, sem ter pessoa alguma com quem tratar, porque todos, eram contra mim” (V 25,15).
Tratou-se de uma repressão passageira. Por esse tempo (por volta de 1558/1559), sua piedade eucarística havia já se tornado fogo incandescente. Ao final do relato de Vida, ela mesma contará que seu desejo de comungar era tão forte, “que, ainda que me pusessem lanças ao peito, me parece romperia por entre elas” (V 39,22).
ROSA2
3. Nos momentos da Comunhão. 
Agora os principais acontecimentos de sua vida brotam da Eucaristia.
O primeiro de todos, sua missão de fundadora: “Tendo eu um dia comungado, Sua Majestade mandou-me instantemente que o procurasse realizar com todas as minhas forças…” (V 32,11).
No final do relato de Vida nos encontramos com uma série de graças eucarísticas, assim como ao longo de suas Relações e nos últimos dias como fundadora, que ela nos narra em seu livro das Fundações, capítulos 30-31.
O ponto culminante das experiências místicas é a graça do matrimônio espiritual, que tem lugar em 18 de novembro de 1572, ao receber a comunhão das mãos de são João da Cruz. Este, para mortificá-la, deu-lhe apenas a metade da Hóstia.
Ela o sentiu muito interiormente, pois lhe agradava receber a comunhão com Formas grandes.
“Disse-me Sua Majestade: “Não tenhas medo, filha, que alguém tenha poder para te apartar de Mim”.
Dando-me a entender, assim, que isso não importava… e disse-me: “Olha este cravo; é sinal de que serás Minha esposa de hoje em diante. Até agora não o tinhas merecido; de aqui em diante zelarás e olharás pela minha honra não só como Criador, como Rei e teu Deus, mas como verdadeira esposa Minha. Minha honra já é tua e, a tua, Minha.”” (R 35. cfr. 7M 2,1).
A comunhão sacramental com Cristo, nos últimos dez anos de sua vida, é uma dulcíssima oportunidade para renovar a graça especialíssima da esponsalidade. Esta graça esponsal se evidencia por sua vez mediante o símbolo do cravo, a dimensão da Eucaristia como sacrifício da Nova Aliança e como comunhão de Cristo-Esposo com a Igreja-Esposa.
É, pelo mesmo, expressão máxima do Mistério Pascal, que culmina nas sétimas moradas teresianas, nas quais Teresa experiência a presença de Cristo ressuscitado.
Por isso, de algum modo, a Eucaristia – o Santíssimo Sacramento – constitui o centro da oração teresiana: Cristo em sua Humanidade padecente, ressuscitada e glorificada.
É todo um memorial de fé, amor, tensão de esperança escatológica, momento privilegiado para o trato de amizade com Deus, Senhor e Esposo, que no sacramento “disfarça” a infinita majestade de sua Humanidade Glorificada.
É a celebração cotidiana de sua Páscoa diária conosco. Assim interpreta a Mística Doutora a presença viva e real de Cristo no Santíssimo Sacramento e a celebração da Missa.
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4. Experiência da presença real de Cristo no Santíssimo Sacramento. 
Presença especial de sua Humanidade: Cristo morto, ressuscitado e glorioso. Nessa série de graças místicas eucarísticas se deve ressaltar vários aspectos de seu conteúdo.
 
A. A Santa tem experiência especial do mistério do Santíssimo Sacramento e da presença real do Senhor nele (cfr. V 28,8).
 
B. Experiência de seu sangue vertido (cfr. R 26).
 
C. Da majestade do Senhor ressuscitado e glorificado, agora encoberto sob o sinal sacramental (cfr. V 38,21).
 
E em seguida dirá: “Quando me aproximava para comungar e me lembrava daquela Majestade grandíssima que tinha visto e via que era Ele que estava no Santíssimo Sacramento…, os cabelos se me arrepiavam e dir-se-ia que toda eu me aniquilava” (V 38,19).
 
D. Inclusive fora de contexto autobiográfico, Teresa nos faz outras confidências eucarísticas refinadas e deliciosas (cfr. C 34, 6-7).  
 ROSA2.
A SANTA MISSA
Para a Mística Doutora, chamada inquieta e andarilha, a Missa era literalmente uma subida no caminho: “Colocava grandíssimo cuidado em que os sacerdotes que iam com ela [a] caminho, por nenhum motivo deixassem de rezar Missa todo dia. E um que por não achar espórtula para dizê-la a todos que iam, faltando para um, dizia às que ali íamos: roguem a Deus que se ache o que falta para rezar esta Missa, que me dá muito fastio pensar se há de se privar hoje a Igreja do valor deste sacrifício” (Declaração de Ana de San Jesús no processo de Salamanca: BMC 18, pág. 465).
A Missa é a maneira de renovar a presença, viva e salvífica, de Jesus na história da Humanidade. É uma presença tão viva e tão real que a Santa a percebe como se encontrasse com Cristo no tempo em que esteve entre nós. Por isso, ela ria interiormente quando ouvia dizer alguma pessoa que quisesse ter vivido no tempo em que Ele viveu no mundo. Di-lo assim santa Teresa: “A esta [Teresa] tinha-lhe o Senhor dado fé tão viva que, quando ouvia alguém dizer que quisera ter vivido no tempo em que Cristo, nosso Bem, andava no mundo, ria-se dentro de si, parecendo-lhe que, tendo-O tão verdadeiramente no Santíssimo Sacramento como então, que mais se lhes dava?” (C 34,6. Pode-se ver C 34,8 e 13; 5M 1,11; F 18,5).
 ROSA2
Ideias fundamentais que inculca nelas.
 As ideias essenciais, e que servem de uma autêntica catequese teresiana a respeito da Eucaristia podem assim se resumir:
a)    Em primeiro lugar, Teresa afirma que a Eucaristia é o dom por excelência do Pai, que já não consiste no maná do deserto, mas no dom de seu próprio Filho. É a doutrina do capítulo 6 de são João. É esse dom-pessoa que pedimos ao Pai ao dizer-lhe que nos dê “o pão de cada dia”. E esse pão, pedimo-lo para o “hoje” passageiro da vida presente, e para o cada dia da eternidade (cfr. C 34,1-2).
b)    A Eucaristia é, também, a prolongação da presença de Cristo entre os homens. Presença “velada” de sua Humanidade, como a Encarnação foi presença velada de sua Divindade. A Eucaristia, sob os sinais do pão e do vinho, é um novo “disfarce” de sua Pessoa Gloriosa.
Sua Divina Majestade, o Esposo, o Senhor, “disfarçado” no Santíssimo Sacramento. Pode-se ver especialmente em C 34,3.9 e 12.
Santa Teresa fala deste modo especialmente no comentário que faz à petição do Pai-Nosso “Panem nostrum quotidianum da nobis hodie” nos capítulos 33, 34 e 35. Fala também a Santa de uma Majestade tão grande dissimulada sob os acidentes do pão e do vinho (cfr. C 33,9), ou dissimulada “em coisa tão pouca como a Hóstia” (V 38,21).
Mas tudo isso feito numa proximidade extrema, embora misteriosa.
O mistério não suprime em nada a proximidade que se dá no Santíssimo Sacramento. Proximidade misteriosa, importante e decisiva, para o orante, necessitado de entrar na presença misteriosa do Outro – de Cristo-, para possibilitar o trato recíproco de amor.
c)   Essa misteriosa presença de Cristo no Santíssimo Sacramento é a mais excelente plataforma para poder realizar todas as modulações da oração: adorar, bendizer, dar graças, louvar, reparar, pedir… E de modo muito singular, para se unir a Cristo, e orar com Ele e por Ele ao Pai, pela Igreja (cfr. C capítulo 34).
d)    A Eucaristia é mistério de presença e de comunhão: princípio e semente de união. Esta comunhão é proposta por Teresa como um processo de interiorização-imersão.
Comungando interiorizamos o Senhor, e nos interiorizamos por imersão com Ele: Ele em nós, e nós nele. Usa a Santa os termos bíblicos de “templo” e “hospedagem”, para aplicá-los a esse momento do Banquete Eucarístico, no qual o Senhor se converte em comida – e bebida – do que comunga.
O mais importante nesse momento da Comunhão é a “união” que se realiza entre Cristo e o comungante.
e)    Mas, também, a Eucaristia é suma manifestação de Cristo e de seu amor. Nela se mostra, nos dá a conhecer, de maneira especial; está oculto, mas disposto a se manifestar ao que comunga segundo a medida de seus desejos. O Senhor tem muitíssimas formas de se manifestar; mas de fato “se mostra” de todo, somente “a quem muito o deseja” (C 34,10 e 12). Não se esqueça que o Sacramento-Banquete requer fome espiritual para ser recebido adequadamente.
f)   Por fim, Cristo na Eucaristia está sacrificado; deste modo pode ser oferecido em sacrifício ao Pai. Não somente na Missa. Nem somente o sacerdote. Mas em qualquer momento e por qualquer de nós, chamados assim a exercer o sumo do sacerdócio batismal pelo qual se participa do único sacerdócio de Cristo (cfr. C 35).
Este aspecto, que acabo de analisar, adquire valor especial na formação da carmelita, pois a Santa a responsabiliza com a oração, desde o primeiro capítulo de Caminho de Perfeição, pelas grandes necessidades da Igreja.
g)   A Comunhão é o momento de “negociar” com o Senhor; ou seja, é o momento da petição, da intercessão: “Ficai-vos com Ele de boa vontade; não percais tão boa ocasião de negociar, como é a hora depois de ter comungado. Se a obediência, irmãs, vos mandar outra coisa, procurai deixar a alma com o Senhor” (C 34,10).
h)   É também tempo oportuno para que nos dê a conhecer, para que nos ensine este bom Mestre, e para suplicar-lhe que não se vá de junto de nós (cfr. C 34,10).
Na memória das primeiras carmelitas fundadas por santa Teresa de Jesus ficou impresso a lembrança da última oração da Mística Doutora no leito de morte. Já sem forças, ao aproximar-se o Santíssimo de sua cela, a enferma se agarra no esteio, inicia em voz alta o último diálogo com Deus, e repete uma vez e outra: “Já é tempo, Esposo meu, de que nos vejamos”. 
Belíssima catequese prática de santa Teresa de Jesus sobre o Santíssimo Sacramento: a Eucaristia, sacramento-sacrifício, e celebração gozosa do Mistério Pascal.
Fonte: irmascarmelitas.com.br

Sta Teresa D’Avila sobre o extremo amor com que Jesus se dá na Eucaristia

 

Porém vós, Pai Eterno, como consentistes? Por que motivo quereis ver vosso Filho cada dia em mãos tão indignas quanto as nossas? Por uma vez que assim quisestes e consentistes a seu pedido, bem vistes o estado em que o deixaram.
Como pode vossa piedade presenciar diariamente – sim, diariamente – as injúrias que lhe fazem? E quantas não se devem hoje assacar a este santíssimo Sacramento! Em quantas mãos inimigas não o vê o Pai! Quantos desacatos por parte desses hereges!
Ó eterno Senhor! como admitis tal petição? Por que dais vosso consentimento? Não vos guieis pelo amor de vosso Filho! A troco de realizar plenamente vossa vontade e de nos fazer benefícios, ele se deixará despedaçar cada dia.
Toca a vós, Senhor meu, providenciar o que é justo. A vosso Filho nada parece demasiado. Por que razão todo o nosso bem há de ser à sua custa? A tudo cala, não sabe falar por si, senão só por nós – não haverá quem fale em defesa desse amantíssimo Cordeiro?
(Sta Teresa D’Avila, Caminho de Perfeição.)
“As palavras de Deus fixam-se tão profundamente no espírito que não mais é possível esquecê-las, ao passo que aquelas do intelecto assemelham-se a um pensamento fugaz que subitamente se esvai da mente”
“Ó Senhor! Como os cristãos pouco vos conhecem!”
“Em assunto de contemplação, muitas vezes Deus leva vinte anos para dar a alguém aquilo que a outros dá em apenas um ano. O motivo disso somente Ele o sabe”
Sta Teresa D’Avila

Santa Teresinha e a Eucaristia

Visitas ao Santíssimo Sacramento

Ir. Genoveva, depôs no processo ordinário que a visita ao Santíssimo Sacramento sempre fizera suas delícias. Criança, todas as tardes fazia com seu Pai, Luiz Martin, visitas a Jesus Hóstia.

No Carmelo passou muitas horas aos pés de Jesus Sacramentado e numa de suas poesias escreve:

“Quero fixar minha morada nas sombras do santuário com o prisioneiro do amor! Ah! Para a Hóstia minha alma aspira. Eu a amo e não quero mais nada. É o Deus escondido que me fascina ”…

Sua última visita ao Santíssimo foi verdadeira despedida. Conta-nos Madre Inês:

“Ela foi pela última vez, visitar o Santíssimo Sacramento no oratório à tarde, mas estava no fim de suas forças. Eu a vi olhar a Hóstia durante muito tempo e eu percebia que era sem nenhuma consolação, mas com muita paz”…

“Vem ao Meu coração Hóstia Branca que amo”…

Na festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo, 16 de Julho, Teresa recebe a Comunhão Eucarística na enfermaria. Maria da Eucaristia, sua prima, Com voz “alta e bela” canta a estrofe que Teresa tinha composto para este momento.

“Tu que conheces minha extrema pequenez
que não receias nunca abaixar-te até mim,
vem a meu coração, Hóstia branca que amo,
vem a meu coração que anseia só por ti!
Desejo demais que tua bondade me faça
Morrer de amor após este favor.
Escuta, meu Jesus, meu grito de ternura:
Vem ao meu coração”.

Na carta que escreve para seus tios ela comenta sobre este dia:

“Quando Jesus estava no meu coração, Ir. Maria da Eucaristia cantou a estrofe da poesia viver de amor. Não posso dizer-vos como sua voz era alta e bela; prometera-me não chorar para agradar-me; minhas esperanças foram muito ultrapassadas. O bom Jesus deve Ter entendido perfeitamente o que espero Dele e era exatamente o que eu queria!

 

“Morrer de amor, eis minha esperança!
Quando verei romperem-se todos os meus vínculos,
Só meu Deus há de ser a grande recompensa
E não quero possuir outros bens,
Abrasando-me toda em seu amor,
A Ele quero unir-me e vê-lo:
Eis meu destino, eis meu céu:
Viver de amor !!!”

 

Última Comunhão

 

Mesmo amando tanto a Santa Eucaristia foi privada de comungar nos últimos momentos de sua vida. Sua última comunhão, 19 de Agosto de 1897 foi um momento de dor e aniquilamento. Teresa chora copiosamente percebendo que já não pode mais receber o seu Deus, sacrifício que lhe oferece como última prova de seu amor.

Madre Inês, em suas anotações fornece precioso relato deste dia, verdadeiro martírio de amor.

“A comunhão, que ela outrora tanto desejava, tornou-se motivo de tormento durante a doença. Temia acidentes e gostaria que nós lhe disséssemos que não a fizesse, por causa dos vômitos, da falta de ar e da fraqueza. Não queria assumir essa responsabilidade sozinha mas, como não dizia nada, acreditávamos estar sendo agradáveis, insistindo para que fizesse a comunhão. Continuava calada, mas aquele dia, não agüentando mais, debulhou-se em lágrimas.

Não sabíamos a que atribuir aquela tristeza e suplicamos que nos dissesse. Mas a falta de ar produzida pelos soluços era tão violenta, que não somente não pode responder como também nos fez sinal de não lhe dirigir mais uma única palavra e nem mesmo olhá-la.

Não recebeu mais a Santa Comunhão até a morte. Sua última comunhão foi oferecida pela conversão de Jacinto Layson, ex Carmelita que abandonou o Sacerdócio e a Igreja tornando-se herege. Ocupara dessa conversão por toda a vida”.

Dizia ainda a pequena grande Santa, indo além de sua dor e dando um sentido profundíssimo ao seu sofrimento, num abandono total à vontade de Deus, que se se tornasse impossível receber os sacramentos, ela não se revoltaria, pois “Tudo é Graça”.

“Sem dúvida é uma grande graça receber os sacramento mas quando o Bom Deus não os permite, está bem do mesmo jeito”…

“Para ganhar uma Comunhão isto não é sofrer demais!”…

O coração de Teresinha se alargava ao contato com o coração do Senhor Jesus.

Viveu profundamente os sagrados mistérios. Assimilou a tão ponto a presença do seu Deus que já não era mais ela quem vivia era Cristo quem vivia nela. Teresa foi uma hóstia viva no altar da dor e da imolação. O Senhor a transformou, a consumiu em seu infinito amor.

Junto com ela  testemunhemos nosso amor e nossa adoração a Jesus Hóstia. Ele que é o nosso Deus e nosso Senhor, nosso Tudo e nosso amor.

 

“Fixando-se junto à Hóstia,
em seu sacrário de amor;
assim passa sua vida
à espera do último dia,
quando, ao fim das provações,
pondo-se ao lado dos santos,
este grão da Eucaristia
brilhará com seu Jesus”.

 

Obras consultadas:
Obras completas de Santa Teresinha -Edição Crítica do Centenário
Dicionário de Santa Teresinha – Monsenhor Pedro Teixeira Cavalcante

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

 

Me tocaste e abracei tua paz, e suspiro por ti

Corri tanto

Lágrimas, solidão, insatisfação
Vazios nunca preenchidos
Palavras vazias,
sede de amor constante
Cegueira que apagava a beleza da vida
Corria de um lado para outro
Em busca da felicidade que era sempre tão passageira
Até que te encontrei Jesus amado…
Te contemplei, e vieste em socorro da fome de paz.
E este caminho eu desejei traçar muitas outras vezes!
Descobri um amor, que queima e não apaga dentro de mim.
Que é mais forte que tudo.
Nada o pode vencer!
“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 8:38,39)
Corri tanto…tanto…
Sem rumo, sem meta…
E estavas lá, me esperando…
no caminho seguro.
Agora eu corro para os teus braços… na santa missa!
Contemplo e me abandono no  milagre de tua presença.
Mergulho, me afogo nela!
E por alguns minutos,
quase perco o fôlego diante de tanto amor.
Respiro teu perfume, e revigoro minha vida.
A cada dia conquisto mais uma parte da jornada,
onde a chegada é a eternidade no teu abraço!
Faz-me digna Jesus!
(Sol)

 

Abandonado em seu amor, perdido em seus olhos,
 
 
 
 confiando em suas promessas que eu quero cantar.

“Ó Senhor, experimento tanta alegria ao pensar que as minhas infidelidades fazem com que melhor conheça a vossa misericórdia, que sinto suavizar-se a dor pelas graves ofensas que vos fiz”
(Santa Teresa de Ávila)
“Tão logo Sua Majestade o quer, Deus e a alma se compreendem,
como dois amigos que não precisam de palavras
para manifestar-se a grande afeição que os une”
(Santa Teresa de Ávila)
“Quero fixar minha morada nas sombras do santuário com o prisioneiro do amor! Ah! Para a Hóstia minha alma aspira.
Eu a amo e não quero mais nada.
É o Deus escondido que me fascina ”…
(Santa Teresinha)

Chama-me.

E depois de dias ,
hoje resolveste chamar-me novamente na madrugada,
amado Jesus!
Saudades deste amor que queima o coração
e me traz sorrisos embriagados de paz.
E o dia amanheceu
embalado nos louvores ao teu coração!
Delicia de minha vida,
é amanhecer entre aprendizados e louvores.
Que me aproximam de ti!
Chama-me sempre!
Pois sei que tudo de bom que existe em mim,
é graça de tua presença.
(Sol)
E você meu amigo (a)?
Já acordou sem sono nas madrugadas?
Pode ser Jesus te chamando para passar um tempo com ele.
Faça a experiência…
 
 (Sol)