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A humildade é a maior das virtudes; e o orgulho, o pior dos pecados.

ja se alimentou biblia

Comentário do dia
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilia para Sexta-feira Santa «A cruz e o ladrão»

O homem da décima primeira hora: «Os últimos serão os primeiros»

bom ladrãoQue fez, pois, o ladrão para receber em herança o paraíso, logo a seguir à cruz? […] Enquanto Pedro negou a Cristo, o ladrão, do alto da cruz, deu testemunho dele. Não digo isto para denegrir Pedro; digo-o para pôr em evidência a grandeza de alma do ladrão. […] Aquele ladrão não deu a menor importância à população que, à sua volta, acusava e vociferava, cobrindo-os de blasfémias e de sarcasmos; nem sequer teve em conta o estado miserável do Crucificado que tinha diante de si, mas lançou sobre tudo isso um olhar cheio de fé. […] Virou-se para o Senhor dos céus e, entregando-se a Ele, disse: «Lembra-Te de mim, Senhor, quando fores para o teu Reino» (Lc 23,42). Não menosprezemos o exemplo do ladrão nem tenhamos vergonha de o tomarmos como mestre, a ele que nosso Senhor não desdenhou de fazer entrar no paraíso em primeiro lugar. […]

bom ladrãoEle não lhe disse, como fizera a Pedro: «Vem, segue-Me e farei de ti um pescador de homens» (Mt 4,19). Também não lhe disse, como aos Doze: «Sentar-vos-eis sobre doze tronos para julgar as doze tribos de Israel» (Mt 19,28). Não o agraciou com nenhum título; não lhe mostrou qualquer milagre. O ladrão não O viu ressuscitar mortos, nem expulsar demónios; não viu o mar obedecer-Lhe. Cristo não lhe disse nada acerca do Reino, nem da geena. E, contudo, este homem deu testemunho dele diante de todos e recebeu o Reino em herança.

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Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso.

sagrado coração acende


Muitos dos primeiros serão dos últimos-MT-20,1-16a

trabalhadores vinha imagesA parábola de hoje nasce da realidade agrícola do povo da Galiléia. Era uma região rica, de terra boa, – mas com o seu povo empobrecido, pois as terras estavam nas mãos de poucos, e a maioria trabalhava ou como arrendatários ou como “bóia-fria” como diríamos hoje. Embora a cena situe-se na Galiléia de dois mil anos atrás, bem poderia ser o Brasil da atualidade. Apresenta uma situação de trabalhadores braçais desempregados, não por querer, mas “porque ninguém nos contratou” (v.7). Talvez haja uma diferença, comparando com a situação de hoje – na parábola, o salário combinado era uma moeda de prata, um denário, que na época era o suficiente para o sustento diário duma família – o que nem sempre se verifica hoje.

vinha_cultura.jpgO dono de uma vinha chamou trabalhadores para a colheita. A uns chamou pela manhã, outros ao longo do dia e outros, ainda, no fim do dia. A todos, compromete-se com o mesmo pagamento. Naturalmente, aqueles que começaram a trabalhar ainda cedo reclamaram ao patrão por ter recebido o mesmo montante dos outros que trabalharam apenas uma pequena parte do dia. Para o patrão, porém, está feita justiça: pagou a todos conforme o combinado e, ademais, dispôs daquilo que é seu. Se, aos olhos do empregado que se considera lesado aquilo era injusto, ao patrão foi apenas um acerto de contas equânime, dentro dos limites que tinha estabelecido.

Muitas vezes assumimos o papel dos trabalhadores que reclamam por ter trabalhado tanto enquanto outros que não sofreram as mesmas penas recebem a mesma recompensa. Assim o é na vida civil e na vida cristã. Mas, para Deus, não importa o “tempo de casa” ou aquilo tudo que já demos: importa com que amor o demos, com que dedicação o fizemos. Além disso, o Senhor nos dá a Sua graça e esta Ele dispõe como deseja. Essa é a aparente contradição: a perspectiva humana entende que o pagamento deve ser correspondente ao tempo ou à responsabilidade do trabalho. Deus, não. Ele entende que pode dispor do que é seu e dá a cada um como considera o seu merecimento.

vinha03O texto nos ensina que a lógica do Reino não é a lógica da sociedade vigente. Na nossa sociedade, uma pessoa vale pelo que produz – logo, quem não produz não tem valor. Assim se faz pouco caso do idoso, aposentado, doente, excepcional. Na parábola, o patrão (símbolo do Pai) usa como critério de pagamento, não a produção, mas o sustento da vida – também o trabalhador da última hora precisa sustentar a família, e por isso recebe o valor suficiente, um denário.

O Reino tem outros valores do que a sociedade do nosso tempo – a vida é o critério, não a produção. Por isso, quem procura vivenciar os valores do Reino estará na contramão da sociedade dominante.

 O texto nos convida a imitar o Pai do Céu, lutando por novas relações na sociedade e no trabalho, baseadas no valor da vida, não na produção e consumo.

uniao2Para a comunidade de Mateus, a parábola tinha mais um sentido. Começavam a entrar pagãos na comunidade, e muitos cristãos de origem judaica tinham dificuldade em aceitá-los em pé de igualdade – eram “da última hora”. Mateus conta a parábola para ensiná-los que no Reino, experimentado através da comunidade, não pode haver discriminação entre cristãos de várias origens, por isso “os últimos serão os primeiros”. O critério é a gratuidade de Deus Pai, pois tudo o que temos, recebemos dele, e sendo todos filhos e filhas amados dele, a comunidade cristã não pode discriminar pessoas, por qualquer motivo que seja.

VEM...O Senhor está sempre a nos convocar para fazer parte do seu reino. Enquanto aqui vivemos seremos a cada instante convidados para entrarmos em sintonia com o reino dos céus. Feliz de quem atende ao chamado do Senhor logo cedo na vida, pois usufruirá de tudo quanto Ele providenciou para que tenhamos uma qualidade de vida melhor.

Quando nós aceitamos o convite de Jesus para entrar no Seu reino, tendo-o como Rei e Senhor da nossa vida, nós também nos tornamos Seus colaboradores para atrair outros que ainda estão vagando no mundo e não encontraram ainda a verdadeira felicidade porque não abraçaram a salvação de Jesus.

A recompensa é a salvação e o Senhor a promete a todos àqueles que a acolherem. Seja em qualquer hora da nossa vida, até na hora da nossa morte nós teremos a chance de ganhar o prêmio da vida eterna. É pela bondade e misericórdia do Pai que nos enviou Jesus Cristo que nós somos salvos.

Portanto, não façamos questão para sermos os primeiros ou os últimos, o mais importante é que já estamos dentro do redil do reino de Deus.

interrogação NWQ vraagtekenVocê já aceitou o convite para trabalhar na vinha do Senhor? Qual é a recompensa que você espera? Você se incomoda se outros também receberem a mesma recompensa que você espera? Você deseja que muitos entrem também com você no reino de Deus? O que você tem feito para que isto aconteça?

Pai, que eu jamais me deixe levar pelo espírito de ambição e de rivalidade, convencido de que, no Reino, somos todos iguais, teus filhos.

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jesus manso e humilde

Vídeo de formação

jesus manso e humilde 08.05

Momento de Reflexão

Jesus manso e humilde de coração
Meus Irmãos,
Hoje quero dirigir-vos algumas palavras sobre o tema da mansidão e da humildade, imaginando que seja Jesus a falar-vos.
«Sou Eu, Jesus.
Sou Eu, aquele que te escolheu, para seres totalmente e para sempre meu.
Sei que este é também o teu firme desejo; alimenta-o continuamente.
Hoje, quero dizer-te uma palavra sobre a mansidão e humildade de coração, pois estas, são duas virtudes indispensáveis.
Sim, porque se não fores humilde, serás orgulhoso, e tu sabes que o orgulho te destrói a ti e ao grupo.
Onde há orgulho, há guerra, porque há ambição íntima de dominar, de mandar no grupo, de ser mais do que os outros… Então, escuta:
– Quando a tristeza quiser dominar-te e sentires dentro de ti surgirem tantas razões que tentam justificar a tua tristeza, diz muitas vezes e com humildade:
“Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando sentires vontade de fechar-te em ti próprio e de não falar nem dialogar com ninguém, diz muitas vezes e com humildade:
” Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando tiveres a impressão de ser rejeitado ou não apreciado pelos outros,diz muitas vezes e com humildade:
” Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando te custar recomeçar o diálogo com um teu irmão, com força e coragem, diz ainda muitas vezes e com humildade:
“Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando tiveres a impressão de ser deixado no último lugar, alegra-te, porque os últimos serão os primeiros e reza com convicção:
” Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando fores tentado de te deixar levar pelo “vitimismo”, reage fortemente contra ele, para não te tornares ridículo diante dos outros,mas, sobretudo, para não seres vítima do teu orgulho e egocentrismo.
Reza então e com maior convicção:
” Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando, numa reunião, fores tentado de fazer valer as tuas razões, talvez, até, levantando a voz, lembra-te que nunca será o tom de voz que te dará razão, mas sim e só a própria verdade, comunicada com mansidão e humildade.
Nessa altura, reza ainda, com confiança:
” Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando te sentires tentado de endurecer nos teus pontos de vista, lembra-te que a teimosia é uma grande má conselheira: poderia levar-te a…. “partir a cabeça”. É perigoso!
Nunca tomes decisões neste estado; relaxa-te e reza mais uma vez,
com humildade e convicção:
“Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”
– Quando, tendo caído numa falta, sentires vergonha de ti mesmo e dos teus irmãos, e até de Mim, não te deixes cair no desânimo. O desânimo é sinal de orgulho.
Aceita o teu fracasso, seja qual for e faz a paz contigo mesmo, perdoando-te, e Comigo, dizendo, com muita humildade:
” Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando notares que os teus irmãos têm qualidades que tu não tens, não te entristeças, nem desanimes.
Pelo contrário, alegra-te com o Senhor e com o teu irmão pelos talentos que recebeu de Deus; sente-te feliz e diz, com humildade:
“Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando tiveres vontade de falar das tuas qualidades, mortifica a tua língua e pensa que nada do que tens é teu; é tudo do Senhor que te emprestou tudo.
E se os teus irmãos apreciarem as tuas qualidades, sê simples: louva ao Senhor e diz:
“Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.
– Quando sentires o desejo de seres elogiado e distinguido no meio dos irmãos, alimenta, dentro de ti, o desejo sincero de viver oculto aos olhos dos outros.
Assim, o Pai do Céu, que vê no oculto, te dará a recompensa.
Mas, diz ainda:
“Jesus manso e humilde de Coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso”.

sagrado coração coraçao1

LADAINHA DA HUMILDADE (versão completa).
Card. RAFAEL MERRY DEL VAL, Secretário de São Pio X.

1. Senhor, tende piedade de nós.
2. Cristo, tende piedade nós.
1. Senhor, tende piedade de nós.

2. Jesus manso e humilde de coração: ouvi-nos.
1. Jesus manso e humilde de coração: atendei-nos.
2. Jesus manso e humilde de coração: fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

1. Do desejo de ser estimado, livrai-me, Jesus!
2. Do desejo de ser amado, livrai-me, Jesus!
1. Do desejo de ser procurado, livrai-me, Jesus!
2. Do desejo de ser louvado, livrai-me, Jesus!
1. Do desejo de ser honrado, livrai-me, Jesus!
2. Do desejo de ser preferido, livrai-me, Jesus!
1. Do desejo de ser consultado, livrai-me, Jesus!
2. Do desejo de ser aprovado, livrai-me, Jesus!
1. Do desejo de ser adulado, livrai-me, Jesus!

2. Do temor de ser humilhado, livrai-me, Jesus!
1. Do temor de ser desprezado, livrai-me, Jesus!
2. Do temor de ser rejeitado, livrai-me, Jesus!
1. Do temor de ser caluniado, livrai-me, Jesus!
2. Do temor de ser esquecido, livrai-me, Jesus!
1. Do temor de ser ridicularizado, livrai-me, Jesus!
2. Do temor de ser escarnecido, livrai-me, Jesus!
1. Do temor de ser injuriado, livrai-me, Jesus!

2. Que os outros sejam mais amados do que eu — Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!

1. Que os outros sejam mais estimados do que eu — Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo! 2. Que os outros possam crescer na opinião do mundo e que eu possa diminuir — Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!

1. Que aos outros seja concedida mais confiança no seu trabalho e que eu seja deixado de lado — Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!

2. Que os outros sejam louvados e eu esquecido — Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!

1. Que os outros possam ser preferidos a mim em tudo — Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!

2. Que os outros possam ser mais santos do que eu, contanto que eu pelo menos me torne santo como puder — Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!

Ó Maria, Mãe dos humildes, rogai por nós!

São José, protetor das almas humildes, rogai por nós!

São Miguel, que fostes o primeiro a lutar contra o orgulho e o primeiro a abatê-lo, rogai por nós!

Ó justos todos, santificados a partir do espírito de humildade, rogai por nós!

ORAÇÃO: Ó Deus, que, por meio do ensinamento e do exemplo do Vosso Filho Jesus, apresentastes a humildade como chave que abre os tesouros da graça (cf. Tg 4,6) e como início de todas as outras virtudes — caminho certo para o Céu — concedei-nos, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, a mais humilde e mais santa de todas as criaturas, aceitar agradecendo todas as humilhações que a Vossa Divina Providência nos oferecer. Por N. S. J. C. que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.

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Audrey Assad , cantora católica que gosto muiiito!

musica44

Do amor do meu próprio conforto
Do medo de não ter nada
De uma vida de paixões mundanas
Livra-me ó Deus

Da necessidade de ser compreendido
Da necessidade de ser aceito
Do medo de ficar solitário
Livra-me ó Deus
Livra-me ó Deus

Nada me faltará, nada me faltará
Quando eu provar sua bondade nada me faltará
Quando eu provar sua bondade nada me faltará

Do receio de servir aos outros
Do medo da morte ou julgamento
Do receio de humildade
Livra-me ó Deus
Livra-me ó Deus

Nada me faltará, nada me faltará
Quando eu provar sua bondade nada me faltará
Quando eu provar sua bondade nada me faltará

musica44

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Ensinamento de Santo Afonso sobre a oração – humildade

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Segundo Santo Afonso, a oração se define como uma conversa familiar com Deus. Pela oração, o orante entra no mistério de Deus, se torna íntimo, amigo de Deus. Não para obrigar Deus a fazer a sua vontade, o que seria muito mesquinho, mas para fazer a vontade de Deus, na qual se encontra a felicidade.

Amar a Deus por Deus mesmo, sem outro interesse, é a proposta dos santos. A matemática afonsiana da oração é simples: oração + vontade de Deus = felicidade.

A felicidade que Deus proporciona não se assemelha a que o mundo dá. Essa é fugaz, passageira, ilusória. A que vem de Deus permanece, tem sabor de eternidade. O mundo não pode dá-la, nem tirá-la. É própria das pessoas espirituais e não depende das circunstâncias.

Mas quais as condições para orar? Afonso apresenta algumas.
Humildade. Ela caracteriza a verdadeira oração. “Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes” (Tg 4,6). A especial atenção de Deus aos humildes é testemunhada pela Sagrada Escritura desde o Antigo Testamento: “a oração do humilde penetra as nuvens, não dá descanso até que atinja a meta, não desiste até que o Altíssimo intervenha” (Ecl 35,21).

Teresa Benedita da Cruz091-300x300Santa Teresa de Ávila dizia que “a humildade é a verdade”, por isso agrada tanto a Deus. Ser humilde exige se reconhecer frágil, precário, necessitado da graça de Deus. Soberba é característica da autossuficiência, um bastar-se a si mesmo. Humildade significa reconhecer a necessidade da graça de Deus. Brota de certo autodesespero. O humilde experimenta que não pode salvar a si mesmo. Sabe que, entregue às suas próprias forças, perder-se-ia necessariamente. Ele se experimenta impotente diante de suas fragilidades e por isso recorre a Deus, sua única salvação.
A virtude da humildade supõe reconhecimento da própria situação de criatura. O ser humano não se dá o ser. Não tem em si mesmo sua origem. Ele vem de outro. Deus lhe dá o ser e o mantém na existência. Sua vida está enraizada num mistério que o ultrapassa e que ele não explica. Um mistério que demanda submissão, mas não assusta, porque é amor. O amor se revela o fundamento último do real, mas sua aceitação se faz através da humildade. O ser humano é criatura, frágil e precária, mas querida por Deus e sustentada por ele. A única atitude possível diante dele é a humildade.

rezar orar CRIANÇAS011aidamensgPor isso Santo Afonso a apresenta como a condição indispensável para a oração. A oração aproxima extremos: grandeza de Deus e fraqueza humana; poder de Deus e impotência humana; sabedoria de Deus e loucura humana; amor de Deus e egoísmo humano. Só quando se desveste de sua fantasia de onipotência e onisciência, o ser humano está apto para orar, para mergulhar no mistério indescritível que chamamos Deus e que se aproximou de nós em Jesus Cristo.
O humilde se aproxima de Deus não para apresentar-lhe suas virtudes e méritos. Reconhece que seus méritos são os dons de Deus.

Santa-Teresinha...Como ensina Santa Teresinha, ele vai a Deus “de mãos vazias”. Não tem medo de apresentar a Deus os seus pecados. O verdadeiramente humilde não tem medo de sua miséria: “Todos os homens são frágeis, mas cada um deve dizer a si mesmo: eu sou o mais frágil de todos”, diz a Imitação de Cristo.

Santo Afonso encoraja o pecador a se aproximar de Deus sem medo do seu pecado, mas confiante na misericórdia. Chega a afirmar que o pior pecado é, muitas vezes, o que vem depois do pecado, ou seja, a tentação do desespero, da perda da confiança e do afastamento de Deus. Não. Deus não despreza um coração contrito e humilhado. “Não desprezais, ó Deus, um coração contrito e humilhado” (Sl 51,19). Deus resiste aos soberbos, mas concede sua misericórdia aos pecadores humildes.

Disse um grande espiritual: “É melhor o pecado ao lado da humildade do que o orgulho ao lado da virtude”. A razão é simples: a humildade é a maior das virtudes; e o orgulho, o pior dos pecados. Portanto, nem o pecado afasta o humilde da oração. Se ele não confia em si mesmo pois sabe de que é feito, reconhece suas fragilidades e pecados; por isso se mostra audacioso: busca Deus na confiança. E a confiança é outra condição para a oração.

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barrarosaredagua

musica44

Você me liberta do meu próprio barulho e meu próprio caos

paz pensando images

No silêncio do coração, você fala
No silêncio do coração, você fala
E é lá que eu vou te conhecer
E você vai me conhecer
No silêncio do coração
Você fala, você fala

pensar chuva mulher na janela chovendo

barrinha de rosas

Ensinamento de Santo Afonso sobre a oração:

A confiança

Santo Afonso

Afirmamos, no último número, que o humilde desconfia de si mesmo, sabe de que é feito, reconhece suas fragilidades e pecados, por isso se mostra audacioso na sua busca de Deus. E sua arma não é outra coisa senão a confiança.

Santo Afonso afirma: “a oração deve ser confiante”. Segundo nosso santo, Jesus nos ensinou o modo de obter todas as graças de que necessitamos para nossa salvação. Ele não nos ensinou a chamar Deus de “Senhor” ou “Juiz”, mas de Pai nosso.

aba-pai Jesus quer que busquemos a Deus de modo familiar, com aquela confiança com a qual um filho pobre ou enfermo pede remédio e alimento a seu próprio Pai. Se um filho sente fome, basta que recorra a seu Pai para ser imediatamente socorrido. Deus, Pai amoroso, nunca nos abandona, mas permanece atento a nossas necessidades. “Todo aquele que pede recebe; quem procura acha; e ao que bate abre-se a porta. Quem de vós dará uma pedra ao filho que lhe pedir pão? Ou lhe dará uma cobra, se lhe pedir peixe? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará coisas boas aos que lhe pedirem” (Mt 7,8-11).

Para receber quanto buscamos, basta a confiança. Mas qual o fundamento dessa confiança? A bondade de Deus, responde Santo Afonso. Ele é fiel a suas promessas, não volta atrás em sua palavra. Ele disse que aqueles que pedem, recebem.

Santo Agostinho-oracao-do-jovem2 Santo Agostinho perguntava: “E quem poderia temer que lhe faltasse aquilo que é prometido pela própria verdade?”. Mas aqui se esconde o grande risco da petição.

Santo Afonso, fiel à Sagrada Escritura, não afirma que receberemos qualquer coisa que pedirmos a Deus. Se assim fosse, Deus ficaria à mercê de nossos caprichos e interesses egoístas. Teria que cumprir a agenda dos nossos desejos, submetendo-se a nós. Que devemos, portanto, pedir a Deus com a segurança de que receberemos? Nosso doutor da oração responde: a salvação. “Quer o Senhor conceder-nos a salvação e todas as graças para a salvação, mas quer que sejamos perseverantes na oração”.

O santo afirma que a oração que Deus sempre atende é aquela na qual pedimos as graças necessárias à nossa salvação, porque se trata do maior bem que Deus nos pode conceder: fazer-nos participar da sua vida, admitindo-nos à comunhão com ele. Nisso consiste o bem maior ao qual devemos aspirar: a comunhão com Deus, e ela é o maior fruto da oração.

Santo Afonso 5Santo Afonso não nos ensina a ser ingênuos e infantis na relação com Deus, como é o caso daqueles que exigem de Deus a satisfação de todos os seus desejos para que creiam. Não. Afonso nos quer adultos e nos encoraja a orar buscando as graças necessárias à nossa salvação. Assim ele entende o texto de Lc 11,9: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto”. Se perseverarmos na oração, Deus acabará nos introduzindo no seu mistério no qual seremos salvos. “A promessa divina de atender nossas orações não serve para as graças temporais, mas somente para as espirituais, necessárias ou úteis para a salvação da pessoa”.

pobreza2 Mas porque Jesus insiste, exortando-nos: “buscai”, “batei”? Porque o Redentor quis que nos aproximássemos de Deus como fazem os pobres, que vão mendigando. Esses não desistem, batem na porta até que a porta lhes seja aberta. O pobre não tem medo de se tornar inoportuno. Ele vence pela insistência. Exatamente isso nos pede o Senhor: “que oremos e que voltemos a orar, que não deixemos jamais de pedir que ele nos assista, que mantenha sua mão sobre nós, que não permita que nos separemos dele pelo pecado”.

E se formos pecadores, receberemos o que pedimos na oração? A doutrina de Santo Afonso é muito otimista. Se o pecador buscasse a ajuda de Deus para permanecer no seu pecado, não seria atendido. Por exemplo, se alguém pede a Deus ajuda para se vingar do inimigo. Essa oração jamais será atendida, porque contradiz a salvação que Deus quer conceder a todos.

Deus não quer o mal, em nenhuma hipótese. Essa oração estaria em contradição com o evangelho: “Amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca” (Mt 6, 35).

Quando, pois, o pecador é atendido? Quando pede por sua salvação. A promessa de Jesus foi feita a todos: quem pede, recebe (cf. Lc 11, 10). A força da oração não se encontra no mérito de quem ora, por isso Afonso aconselha os pecadores a não desanimarem. A força da oração está unicamente na misericórdia de Deus que, por sua bondade, prometeu atender aquele que ora.

Não é necessário ser amigo de Deus para orar; a oração nos torna seus amigos. Pela oração, pouco a pouco, somos transformados em amigos de Deus; ela nos faz íntimos do próprio Deus. É preciso tudo esperar de Deus, até a salvação dos pecadores.

Santo Afonso nos ensina que o segredo da oração se enraíza na confiança em Deus, na confiança audaciosa que nos faz mergulhar na sua bondade e misericórdia.

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Santo Afonso Maria de Ligório - Oração_thumb[2]

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Todas as coisas vão bem, aos que amam ao Senhor!

Se algo mal nos acontece, é porque tens algo melhor…

Barrinhas de Musica

Palmas

Minha esperança, é a sua misericordia, Senhor!

(Sol)

 

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Filho meu, não te retraias quando te sentires sob Minha disciplina.
Nunca faço mais do que podes suportar, mas, muitas vezes, eu sei que é mais do que podes pensar. Acaso aceitas o cálice do sofrimento com tanta prontidão como aceitas o da alegria? Só poderás beber o do sofrimento de igual modo que tomares o da alegria, se tua confiança em mim aumentar.
Se creres que tudo faço para teu bem, acharás
boas todas as coisas, e compreenderás que tais circunstâncias passam primeiro pelo Meu Amor antes de chegar ás tuas mãos.
Meu Amor nunca falha, mesmo que ele te faça sofrer.

Meu Amor
suporta todos os males e ele te ensinará a suportar tudo.
É resistindo pacientemente a aflição que a alma é orvalhada
com a Minha graça. A vida se torna estéril se somente bafejada
pela felicidade.

Os santos de Deus não podem nutrir-se de coisas
passageiras. A esperança não nasce nos tempos fáceis.
Segura, com devoção, cada experiência dura. Suporta, resiste, enfrenta!

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