A morte não é nada.

 

O livro de Ouro – Pe Luiz Carlos Lodi da Cruz

O Livro de Ouro é um livro escrito pelo Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, no qual ele explica com uma maestria e simplicidade ímpares o que é a Escravidão de Amor.

Primeiramente, o Pe Lodi da Cruz compara a Escravidão de Amor a Nossa Senhora com um banco, lugar onde depositamos nosso dinheiro e nos faz a seguinte pergunta: “por que depositar o dinheiro no banco ao invés de deixá-lo em casa? O que o banco nos oferece?[1]“. Neste sentido, ele continua sua explanação salientando duas vantagens a segurança, pois protege-nos contra os ladrões e tem rendimento, que faz nosso dinheiro render juros.

Assim, Pe Lodi da Cruz nos pergunta: “Que banco é este de que fala Jesus, onde nós devemos depositar todos os dons que recebemos de Deus, sobretudo a graça do nosso Batismo?Que lugar é este onde o n osso tesouro de graças que custou o sangue de Cristo estará seguro contra os ladrões: o demônio, o mundo e a carne? Que lugar é este onde nosso tesouro crescerá e se multiplicará para podermos entregar os juros ao Senhor quando ele vier?”.

Este banco, com toda certeza e amor, podemos dizer que “Este lugar é Maria!Maria, o banco de nossos talentos”.

Neste sentido também está São Luis Grignion em seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, n.°23,: “Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria. Este grande Deus tem um tesouro, um depósito riquíssimo onde encerrou tudo o que há belo, brilhante, raro e precioso, até seu próprio Filho; e este tesouro imenso é Maria, que os anjos chamam ‘o tesouro do Senhor’, e de cuja plenitude os homens se enriquecem” .

Deste modo, Pe Lodi da Cruz continua de forma brilhante:

“Deus não encontrou um lugar mais seguro para depositar seu Filho do que Maria.

Deus não encontro um lugar mais apropriado para fazer o seu Filho crescer do que Maria.

Maria é o lugar onde o Filho de Deus cresceu, e cresceu com segurança.

Maria é o banco onde devemos depositar nossos talentos, para que eles cresçam, e cresçam com segurança.

Se não entregarmos a Maria nosso tesouro de graças, talvez sozinhos não consigamos fazê-lo crescer. Talvez, na tentativa de multiplicar a graça, acabemos perdendo a que tínhamos. Talvez sejamos enganados e roubados pelos ladrões.

Mas em Maria nosso tesouro está seguro.

Ou nós somos maiores que Jesus?

Claro que não! Não existe discípulo superior ao mestre, nem servo superior ao seu senhor – Mt 10,24.

Se o próprio Jesus, que é Mestre e Senhor, se entregou a Maria e dentro dela cresceu e se abrigou por nove meses, quem somos nós para escolhermos um lugar mais seguro e mais fecundo do que Maria?

“Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz também vós façais” – Jo 13,15.

Façamos como Jesus. Entreguemo-nos a ela.

Entreguemos tudo o que tem os a ela.

Digamos:

“Sou todo teu, ó Maria, e tudo que é meu é teu”

Em latim:

“Totus tuusego sum, o Maria, et amnia mea tua sunt”

O SERVO E O ESCRAVO

Como nos ensina São Luis devemos ser escravos de Maria e não servos, pois somente assim poderemos nos entregar como escravos a Jesus. Ele ensina a diferença entre o servo o escravo no Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, nº71 e o Pe Luiz Carlos Lodi da Cruz pontua[2]:

“1. º- O servo (o empregado) não dá ao seu patrão tudo aquilo que é tudo o que possui ou que pode ganhar.

O escravo se dá totalmente ao seu senhor, com tudo aquilo que possui ou que possa ganhar. Nada é nem será dele. Tudo pertence ao senhor.

2. º- O servo exige salário pelos serviços que presta ao patrão.

O escravo nada exige nem pode exigir em troca, por maiores e melhores que sejam seus serviços.

3. º – O servo pode deixar o patrão quando quiser, ou, pelo menos, quando terminar o prazo do contrato.

O escravo não tem esse direito. Servirá a seu senhor para sempre.

4. º- O patrão não tem poder total sobre seu servo. Não pode fazer com ele o que quiser. E se o servo se sentir oprimido pelo patrão, pode queixar-se á justiça civil.

O escravo, porém, está sob o poder total do seu senhor, que é chamado seu dono. Este pode fazer com ele o que quiser, sem que o escravo se queixe.

É claro que a palavra escravidão lembra-nos opressão, abuso de direitos, injustiça. Mas São Luis não quer que nos escravizemos a ninguém deste mundo. Nem ao demônio, príncipe deste mundo. Nem ao dinheiro, nem ao prazer, nem á soberba. Estes são péssimos senhores. Servir a eles é gemer sob o peso de uma dura escravidão. “Quem comete pecado é escravo do pecado” – Jo 8,34.

Ele propõe que nós nos entreguemos como escravos a Jesus, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. E para que esta entrega seja perfeita, ele nos ensina o caminho: Maria.Pertencer a Maria como escravo é a melhor maneira de pertencer a Jesus como escravo. E esta escravidão é doce, pois Maria trata com um carinho maravilhoso “.

Neste sentido, o Pe Lodi da Cruz esclarece algumas perguntas , como se o fato de entregar-se a Maria é esquecer-se Deus?, ele ensina:

“De Jeito nenhum. Se fosse assim, Jesus, ao entregar-se a Maria, teria esquecido a Deus, seu Pai. E isto ele não fez. Veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai.[3]”

Por outro lado, o louvor a Maria é deixar de louvar a Deus? Pe Lodi responde:

“ Nunca! Quando Maria foi louvada pelo Anjo, que a chamou “cheia de graça”, ela se humilhou e disse: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segunda a tua palavra” – Lc 1,38.

Quando Maria foi louvada por Isabel, sua prima, que cheia do Espírito Santo a chamou “bendita entre as mulheres”, “ mãe do meu Senhor”, “feliz por ter acreditado”, ela imediatamente transferiu estes louvores a Deus com este cântico.

“Minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem- aventurada – Os protestantes não a chamam bem-aventurada. Por quê? Pergunte a eles, – pois o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor. Seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que o temem.

Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso. Depôs poderosos de seus tronos, e a humildes exaltou. Cumulou de bens a famintos e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia – conforme prometera a nossos pais – em favor de Abraão e de sua decorrência para sempre!”- Lc 1,46-55.

Veja quanto Maria se humilha e quanto ela exalta a Deus quando é louvada. Ela não mente ao chamar-se “bem-aventurada”. Mas diz que tudo isso é obra do Senhor, que fez nela maravilhas.

Maria é como um rio. Não consegue reter as águas, mas lança-as a todas ao mar. Ela não guarda para si nenhum de seus louvores. Entrega-os todos a Deus.

Quanto mais o rio se encher de água, mais o mar se encherá. Quanto mais louvarmos a Maria, mais estaremos louvando a Deus.[4]”

Assim, a Escravidão de Amor consiste em entregar TUDO A MARIA! Nem mesmo os sacerdotes e religiosos se consagram a tal ponto, pois na Escravidão de amor nos entregamos a Maria totalmente para que ela disponha de nós assim como for melhor.

Os sacerdotes e os religiosos fazem três votos, o de obediência, castidade e pobreza, sendo que alguns ainda fazem o voto da clausura, renunicando à liberdade de locomoção, como nos carmelos.

O especial da Escravidão de Amor é que os escravos de amor renunciam AOS MÉRITOS DAS BOAS OBRAS, pois quando não somos consagrados os méritos de nossas orações, terços, jejuns, missas etc podem ser aplicados por nós mesmos em favor da intenção que quisermos.

A partir da Consagração a Maria como escravo, as nossas boas obras não serão mais nossas, tudo é será entregue a Maria, para que ela divida como lhe agradar, aplique aonde for mais necessário, na intenção da pessoa que mais necessita. Ela cuidará de nossa vida melhor que nós, pois muitas vezes não sabemos o que devemos rezar, ou como ou o que pedir, Ela que está vendo tudo pode repartir melhor os méritos de nossas boas obras para que surtam melhor efeito segundo a vontade de Deus.

Neste sentido pontua São Luis Grignion :

“É preciso notar ainda que nossas obras, passando pelas mãos de Maria, recebem um aumento de pureza, e, por conseguinte, de mérito e de valor satisfatório e impetratório; por isso elas se tornam muito mais capazes de avaliar as almas do Purgatório e de converter os pecadores do que se não passarem pelas mãos virginais e liberais de Maria. O pouco que damos pela Santíssima Virgem Maria, sem vontade própria, e por uma desinteressada caridade, tornou-se em verdade, bem mais potente para abrandar a cólera de Deus e atrair sua misericórdia; e há de verificar-se á hora da morte que uma pessoa fiel a esta prática terá, por este meio, libertado inúmeras almas do Purgatório, e convertido muitos pecadores, conquanto só tenha feito as ações comuns e ordinárias do seu estado. Que alegria haverá em seu julgamento! Que glória na eternidade!” – Tratando da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, n.º 172.

[1] Cruz, Autor: Pe. Luiz Carlos Lodi da. “Livro de Ouro”, Editora: América Ltda. p 17

[2] Cruz, Autor: Pe. Luiz Carlos Lodi da. “Livro de Ouro”, Editora: América Ltda. p 22/23

[3] Cruz, Autor: Pe. Luiz Carlos Lodi da. “Livro de Ouro”, Editora: América Ltda. p23

[4] Cruz, Autor: Pe. Luiz Carlos Lodi da. “Livro de Ouro”, Editora: América Ltda. p24/25

http://www.oimaculadocoracaotriunfara.com.br

 

Pensamentos contidos no Tratado da Verdadeira Devoção

Só Maria achou graça diante de Deus (Lc 1,30) sem auxílio de qualquer outra criatura. E todos, depois dela, que acharam graça diante de Deus, acharam-na por intermédio dela e só por ela que acharão graça os que ainda virão.

Por meio de Maria começou a salvação do mundo e é por Maria que deve ser consumada.

Ela descobrirá sempre sua malícia de serpente, desvendará suas tramas infernais, desfará seus conselhos diabólicos, e até ao fim dos tempos garantirá seus fieis servidores contra as garras de tão cruel inimigo.

Conhecerão as grandezas desta soberana e se consagrarão inteiramente a seu serviço, como súditos e escravos de amo. Experimentarão suas doçuras e bondades maternais e amá-la-ão ternamente como seus filhos estremecidos. Conhecerão as misericórdias de que ela é cheia e a necessidade que tem seu auxílio, e hão de recorrer a ela em todas as circunstâncias como à sua querida advogada e medianeira junto de Jesus Cristo.

O exemplo do próprio Jesus Cristo, que, por nosso amor, tomou a forma de escravo: “Formam servi accipiens” (Filip 2,7), e da Santíssima Virgem, que se declarou a escrava do Senhor. (Lc. 1,38)

Nossas melhores ações são ordinariamente manchadas e corrompidas pelo fundo de maldade que há em nós. Quando se despeja água limpa e clara em uma vasilha suja, que cheira mal, ou quando se põe vinho em uma pipa cujo interior está azedado por outro vinho que aí antes se depositara, a água límpida e o vinho bom adquirem facilmente e mau cheiro e o azedume dos recipientes.

Só Maria achou graça diante de Deus (Lc 1,30) sem auxílio de qualquer outra criatura. E todos, depois dela, que acharam graça diante de Deus, acharam-na por intermédio dela e só por ela que acharão graça os que ainda virão.

“Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luis Grignion de Monfort

 

 

Maria, mãe da misericórdia.

 

Mas isso só foi possível porque o Verbo se fez carne e nasceu de Maria. Se Jesus é o rosto da misericórdia, Maria é a Mãe da Misericórdia: “O pensamento volta-se agora para a Mãe da Misericórdia. A doçura do seu olhar nos acompanhe neste ano santo, para podermos todos nós redescobrir a alegria da ternura de Deus.

Ninguém, como Maria, conheceu a profundidade do mistério de Deus feito homem. Na sua vida, tudo foi plasmado pela presença da misericórdia feita carne. A mãe do Crucificado Ressuscitado entrou no santuário da misericórdia divina, porque participou intimamente no mistério do seu amor” . Isso fez dela participante íntima da misericórdia divina.

A Mãe do Filho de Deus guardou, no seu coração, a misericórdia divina em perfeita sintonia com seu Filho. Ao pé da cruz, junto com João, o discípulo do amor, é testemunha das palavras de perdão que saem dos lábios de Jesus, que mostra até onde pode chegar a misericórdia divina, perdoando quem o crucificou.

Verificamos uma relação muito profunda entre Maria, Mãe de Jesus, o mistério da misericórdia divina e a vivência da misericórdia.

O Papa João Paulo II na Encíclica “Dives in misericordia” destaca que “Maria é a pessoa que conhece mais a fundo o mistério da misericórdia divina” n. (9). Pois Maria é a mãe que gerou a misericórdia divina na Encarnação, disse seu sim para gestar em seu ventre a misericórdia.

Assim justifica-se o título “Mãe da Misericórdia”, pois Maria é a mulher que experimentou de modo único a misericórdia de Deus, gestou-a e a envolveu em seus braços, viveu como discípula fiel e seguidora do Filho até o grande momento de sua Páscoa (paixão, morte, ressurreição, glorificação e Pentecostes). Com exclusividade, carregou em seu seio o Senhor da vida que se tornou sangue de seu sangue e carne de sua carne.

Ela lhe ensinou os primeiros passos e as palavras humanas e, por sua parte, aprendeu Dele os caminhos da Boa Nova. Maria é a intercessora incansável do povo de Deus; não deixa de apresentar as necessidades dos fiéis ao seu Filho.

Nas bodas de Caná mostra-nos uma atitude concreta de sua presença misericordiosa. Ela se compadece da situação dos noivos e pede ao seu Filho para realizar um primeiro sinal. Nessa atitude manifesta-se uma mãe aflita para a iniciação do filho. E esse, mesmo contrário à sua mãe nas palavras, não o foi na ação: “A mãe de Jesus lhe disse: Não tem mais vinho. Respondeu-lhe Jesus: O que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou. Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo o que eles vos disser.

Havia ali seis talhas de pedra para a purificação dos judeus, cada uma contendo de duas a três medidas. Jesus lhes disse: Enchei as talhas de água. Eles as encheram até a borda.[…] Todo homem serve o primeiro o vinho bom e, quando os convidados já estão embriagados serve o inferior. Tu guardaste o vinho bom até agora!” (Jo 2, 1-10).

Vê-se aqui a mulher Maria que se dirige aos seres humanos e pede que eles coloquem em prática as palavras de Jesus. Maria, a partir de então, assume uma função evangelizadora e missionária. Não somente crê, mas escuta e põe em prática a Palavra do Filho porque o amor de mãe a fez sinal visível da misericórdia divina. Mais. Ela suplica aos seres humanos que façam o mesmo. Vincula-se agora ao Filho não somente com laço biológico, mas pela fé, e procura que outros façam o mesmo.

Ela reconhece que é chamada a orientar a humanidade para Cristo. Ou seja, Maria projeta-nos para fora dela mesma, para a transcendência de Deus, para o mistério insondável. Ela se encontra presente, num gesto de solidariedade que transcende e supera toda atividade.

Maria fez-se presente nos momentos decisivos de seu filho, bem como se fez presente na vida das pessoas. Uma presença própria de uma mãe: solidária, marcada pela atenção, sensível, perseverante e que nunca abandona. Foi uma presença silenciosa nos lugares cotidianos e escondidos, firme e terna, viu e ouviu as inquietações que procedem desses lugares e guardou-as em seu coração. Soube entrar em sintonia com os sentimentos dos outros e construir vida em abundância. Isso tudo nos remete ao quanto uma mãe misericordiosa ama, perdoa, cuida, protege e está atenta aos sinais.
Mas nada teria sentido se sua presença misericordiosa não revelasse um gesto profético de solidariedade e de anúncio que aponta para a presença de seu Filho, a verdadeira misericórdia visível.

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A dor que a Santíssima Virgem sofreu na paixão de seu Filho excedeu todas as dores que um coração humano pode suportar; mas a tristeza de Maria não era uma dor estéril, como a de outras mães que contemplavam os sofrimentos de seus filhos; foi uma dor frutífera, porque através dos méritos da sua tão grande dor e através do seu amor (de acordo com a opinião de Santo Agostinho), como ela era a mãe natural de nossa cabeça, Jesus Cristo “, então tornou-se a espiritual mãe de nós que são seus membros fiéis, cooperando com ele por seu amor nos fazendo nascer e ser filhos da Igreja.

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A alma amorosa

Eu amarei a Ti, Senhor, quem é minha força, meu refúgio, minha esperança, meu bem, minha vida.

Nada pode comparar com o ardor e poder de uma alma, pois procura o seu bem-amado e o anseia; Ele encontra sua felicidade em ansegar por Ele e buscá-Lo.

O Deus da Eucaristia se esconde para desejar, se voa para se tornar um objeto de contemplação; Ele se envolve em mistério para estimular e aperfeiçoar o amor da alma. A Sagrada Eucaristia torna-se sempre alimento novo, sempre poderoso sobre o coração que inflama.

Algo parecido com o que acontece no céu ocorre depois: fome e sede de Deus sempre satisfeito e sempre satisfeito; a alma amorosa penetra nas profundezas do amor divino e nunca deixa de descobrir novas riquezas nele; Jesus se manifesta por graus da alma para desenhá-la cada vez mais pura e fortemente para si mesmo.

S. Pedro Julião Eymard

Oração de Santo Agostinho

“Vós sois, ó Jesus, o Cristo, meu Pai santo, meu Deus misericordioso, meu Rei infinitamente grande; sois meu bom pastor, meu único mestre, meu auxílio cheio de bondade, meu bem-amado de uma beleza maravilhosa, meu pão vivo, meu sacerdote eterno, meu guia para a pátria, minha verdadeira luz, minha santa doçura, meu reto caminho, sapiência minha preclara, minha pura simplicidade, minha paz e concórdia; sois, enfim, toda a minha salvaguarda, minha herança preciosa, minha eterna salvação…

Ó Jesus Cristo, amável Senhor, por que, em toda a minha vida, amei, por que desejei outra coisa senão vós?

Ah! Que, pelo menos, a partir deste momento meu coração só deseje a vós se abrase, Senhor Jesus!

Desejos de minha, correi, que já bastante tardastes; apressai-vos para o fim a que aspirais; procurai em verdade aquele que procurais.

Ó Jesus anátema seja quem não vos ama. Aquele que não vos ama seja repleto de amarguras. Ó doce Jesus, sede o amor, as delícias, a admiração de todo o coração dignamente consagrado à vossa glória.

Deus de meu coração e minha partilha, Jesus Cristo, que em vós meu coração desfalecera, e sede vós mesmo a minha vida. Acenda-se em minha alma a brasa ardente de vosso amor e se converta num incêndio todo divino, a arde para sempre no altar de meu coração; que inflame o íntimo do meu ser, e abrase o âmago de minha alma; para que no dia da minha morte eu apareça diante de vós inteiramente consumido em vosso amor.

Amém.


Ó meu Senhor agonizante!

Ó meu Senhor agonizante! A visão única de todos os pecados do mundo, especialmente a minha, pela qual você já previu que eu deveria ofender-te, tornava sua vida mais afligida e dolorosa do que todas as vidas que alguma vez foram ou serão. Mas, meu Deus, em que lei bárbara está escrito que um deus deve ter um amor tão grande por uma criatura, e, no entanto, essa criatura deve viver sem amar o seu deus, ou melhor, deve ofender e desagradar?

Ó Senhor, faça-me conhecer a grandeza do teu amor, para que eu não seja mais ingrato com Ti. Oh, se eu amei-te, meu Jesus, se eu realmente te amei, como é doce para mim sofrer por Ti!

Meu Jesus, ajude-me a sofrer algo por Seu amor antes que a morte me ultrapasse. Tenho vergonha de aparecer diante de você; Mas eu não serei mais ingrato, como eu tenho tantos anos em relação a Ti. Você me privou de todos os prazeres por mim; Eu vou pelo amor de você renunciar a todos os prazeres dos sentidos. Você sofreu tantas dores por mim; Eu farei para o seu bem, sofrer todas as dores da minha vida e da minha morte, pois melhor te agradará. Você foi abandonado; Estarei contente que todos devem me abandonar, desde que não me abandonem, ó meu único e soberano bem! Você foi perseguido; Eu aceito qualquer perseguição que possa acontecer comigo. Finalmente, você morreu por mim; Eu vou morrer por Thee. Ó meu Jesus, meu tesouro, meu amor, meu tudo!

Santo Afonso Maria de Ligório

Maior que os meus medos
Do que a minha dor
É Teu Amor por mim Senhor
 Eu já não temo a nada
 

A MORTE NÃO É NADA

A morte não é nada.
Apenas passei ao outro lado do mundo.
Eu sou eu. Você é você.
O que fomos um para o outro, ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou,
sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou: continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.
Por que eu estaria fora dos teus pensamentos,
apenas porque estou fora da tua vista?
Não estou longe, somente estou do outro lado do caminho.

Santo Agostinho

A amizade fundamentada em Deus é um fio de ouro que não se quebra, que dura ate a eternidade! Que quando a morte separa, continua a nos unir a Jesus Cristo, junto dos anjos e dos santos, a cada santa missa!
(Sol)

PARTILHA

A experiência de perder um amigo, que descobriu a verdadeira alegria! Que lutava no desapego das coisas do mundo para ser de Deus.

Perdê-lo em uma tragédia inesperado.

De um tiro que tirou sua vida e feriu muitos corações que o amavam.

É uma dor que não se explica. E logo penso…mas era tão novo.

E a palavra de Deus me responde e me conforta.

“Ele agradou a Deus e por Ele foi amado, assim Deus o transferiu do meio dos pecadores onde vivia. Foi arrebatado para que o mal não lhe corrompesse o sentimento, nem a astúcia lhe pervertesse a alma… Tendo chegado rapidamente ao termo (à morte) percorreu uma longa carreira, sua alma era agradável ao Senhor e é por isso que Ele a retirou depressa do meio da perversidade. A juventude atingindo tão depressa a perfeição confunde a longa velhice dos pecadores (Sab 4, 7-16).

Buscando somente a sua vontade, Senhor, com certeza desejo que o leve para junto de ti, do que ele tivesse perdido o céu!

(Sol)

Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.

2 Timóteo 4:7

Tarde Vos amei,
ó Beleza tão antiga e tão nova,
tarde Vos amei!
Eis que habitáveis dentro de mim,
e eu, lá fora, a procurar-Vos!
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes.
Estáveis comigo e eu não estava Convosco!
Retinha-me longe de Vós
aquilo que não existiria,
se não existisse em Vós.
Porém, chamastes-me,
com uma voz tão forte,
que rompestes a minha Surdez!
Brilhastes, cintilastes,
e logo afugentastes a minha cegueira!
Exalastes Perfume:
respirei-o, a plenos pulmões, suspirando por Vós.
Saboreei-Vos
e, agora, tenho fome e sede de Vós.
Tocastes-me
e ardi, no desejo da Vossa Paz

Santo Agostinho

 

Oh, minh’alma

Retorna à tua paz

Como criança bem tranquila

No regaço acolhedor de sua Mãe.

(2x) Minha mãe é a virgem Maria

É ela que agora vai

Me acolher, me abraçar,

Me perdoar, me compreender,

Me acalmar, me ensinar,

Me educar, Me formar, me amar.

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