Arquivo do dia: 04/05/2017

Dulcíssima, soberana, augusta, imaculada, mãe e rainha…MARIA!

 

Se eu fosse poeta, falaria de ti
As coisas que ninguém disse jamais.
Se tivesse o dom da arte,
eu roubaria a luz,
faria um desenho desse teu olhar.
E se tivesse asas eu partiria em vôo,
para chegar no alto junto a Ti
Mãe Dulcíssima,
Tesouro dos mais pobres,
Coragem de quem ainda espera,
Tu, Mãe dulcíssima,
Consola estas lágrimas,
Escuta aqueles que não tem mais voz.

Repouso dos mais fracos,
Silêncio de quem dá,
Fonte para nossa aridez,
Esplendor da nossa noite,
Estrela da manhã,
Neve branca sobre a cidade.
Rainha da paz,
Vértice do amor,
és raiz da nossa vida,
tu, Mãe dulcíssima.
Tesouro dos mais pobres,
Coragem de quem ainda espera,
Tu, Mãe dulcíssima,
Consola estas lágrimas,
Escuta aqueles que não tem mais voz.

Dos náufragos és âncora,
Do canto, poesia,
de nossos sonhos és realidade.
Reflexo de infinito,
Clarão das estrelas,
Imagem do cosmo que será,
Guardião da nossa terra,
Nascente entre as rochas,
segredo que se encontra em cada flor.
Oh, Mãe dulcíssima,
Tesouro dos mais pobres,
Coragem de quem ainda espera,
Tu, Mãe dulcíssima,
Consola estas lágrimas,
Escuta aqueles que não tem mais…
Tu, Mãe dulcíssima,
Tesouro dos mais pobres,
Coragem de quem ainda espera!
Tu, Mãe dulcíssima,
Consola estas lágrimas,
Escuta aqueles que não tem mais voz!

Dulcíssima Mãe

Ó minha dulcíssima Mãe, como será a minha morte, pobre pecador que sou? Mesmo agora, o pensamento deste tão importante momento, quando eu expirar e ter que comparecer perante o tribunal de Deus, com a lembrança de que eu tenho tantas vezes escrito a minha própria condenação por consentir em pecar, me faz tremer. Eu estou inquieto e temo muito pela minha salvação eterna. 

Ó Maria, no sangue de Jesus e em tua intercessão, está toda a minha esperança. Tu és a rainha do céu, a senhora do universo; em suma, tu és a Mãe de Deus. Tu és sublime, mas a tua grandeza, longe de te impedir, faz-te inclinar com maior compaixão em relação às nossas misérias. 

Os amigos do mundo, quando elevados em honra, tendem a desdenhar a atenção aos antigos amigos que estejam em infortúnio. Teu nobre e amoroso coração não age assim; mesmo quando diante das maiores misérias, maiores são os teus esforços para aliviá-las. Tu, quando és solicitada, atendes de imediato; mais ainda, tu te antecipas às nossas súplicas pelos teus favores; tu consolas as nossas aflições; dissipas as tempestades pelas quais somos tolhidos; lanças por terra todos os inimigos; em suma, nunca perdes uma oportunidade para promover o nosso bem. 

Que a divina mão que reuniu em ti tal majestade e tanta ternura, tanta grandeza e tanto amor, seja sempre abençoada! Dou graças ao meu Deus por isso, e me vanglorio por ter tão grande sorte; para verdadeiramente em tua felicidade eu encontrar a minha e fazer do teu o meu destino.

Ó consoladora dos aflitos, consola uma pobre criatura que se entrega a ti. O remorso de uma consciência sobrecarregada de pecado me enche de aflição. Eu tenho dúvida se tenho me mortificado suficientemente por eles. Eu vejo que todas as minhas ações são maculadas e defeituosas; o inferno espreita pela minha morte de modo a acusar-me; a justiça ultrajada de Deus exige satisfação. 

Minha Mãe, o que será de mim? Se tu não me auxilias, estou perdido. Que me dizes, queres me ajudar? Ó Virgem compassiva, consola-me; alcança-me verdadeiro pesar pelos meus pecados; dá-me forças para emendar-me, e para ser fiel a Deus durante o resto da minha vida. 

E, finalmente, quando eu estiver nas últimas agonias da morte, ó Maria, minha esperança, não me abandones; então, mais do que nunca, assista-me e conforta-me, para que eu não me desespere à vista dos meus pecados, que o maligno há de colocar, então, diante de mim. 

Minha Senhora, perdoe a minha temeridade; vem me confortar com a tua presença no embate final. Este favor tens concedido a muitos, conceda-o também para mim. Se a minha ousadia é grande, tua bondade é ainda maior; por isso vais em busca dos mais miseráveis para consolá-los. É nisso que eu confio.

Para a tua eterna glória, deixa que se conheça que tu livraste uma miserável criatura do inferno, para o qual já estava condenada, e que tu a resgataste para o teu reino. Sim, ó doce Mãe, eu espero ter o consolo de estar sempre prostrado a teus pés, no céu, agradecendo, bendizendo-te e te amando eternamente. Ó Maria, eu vou esperar por ti na minha última hora; não me prives desta consolação. Assim seja. Amém, amém.

(Excertos da obra ‘Glórias de Maria’, de Santo Afonso Maria de Ligório)

Maria, única flor
Que a humanidade gerou
Só Tu, Tu nos entendes,
De ti toda graça virá.
Maria, és plena de Deus,
Nunca demais sobre ti se dirá

Ave Maria, Ave,
És porta aberta ao Paraíso.
Ave.

Maria, Tu és a mãe:
Em teu silêncio Deus falou
Porto seguro e fortaleza
Teu coração é para nós.
Maria, em ti está a vida.
Toda criatura a ti cantará

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
Vida, doçura esperança nossa,
Salve, salve, Rainha!

A ti procuramos, filhos degredados de Eva.
A ti suspiramos, chorando neste vale de lágrimas.
Tu, que és nossa mãe, volve a nós teu olhar.
Mostra depois deste exílio
O fruto do teu ventre, Jesus.

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
Ó clemente, ó pia, ó doce virgem Maria.
Salve, Rainha!
Salve, Rainha,
Salve, salve!

Rainha e Mãe de misericórdia

Ó Rainha e Mãe de misericórdia, que concede graças a todos os que recorrem a ti, com tanta generosidade porque és uma rainha, e com tanto amor porque és nossa Mãe amantíssima; a ti me recomendo neste dia, eu que sou tão desprovido de méritos e virtudes e tão carregado de dívidas para com a Justiça Divina.

Ó Maria, tu tens as chaves de todas as divinas misericórdias; não te esqueças de minhas misérias, e não me deixes em minha pobreza. Tu és tão generosa com todos, e dás muito mais do que te pedem… Sejas generosa assim também comigo.

Ó Senhora, proteja-me; isso é tudo que eu peço de ti. Se tu me proteges, nada temo. Eu não temo os maus espíritos, pois tu és mais poderosa do que todos eles. Eu não temo os meus pecados, pois tu podes, com uma palavra, obter-me o pleno perdão de Deus. E se eu tiver o teu amparo, eu não temo nem mesmo a ira de Deus, pois uma única tua oração será capaz de aplacá-lo. 

Em suma, se tu me proteges, tudo espero, porque tu tens todo o poder. Ó Mãe de misericórdia, eu sei que tens prazer e se regozijas por ajudar os mais miseráveis e socorrer aos que não são relutantes ao teu auxílio. Eu sou um pecador, mas não sou obstinado; eu desejo mudar a minha vida. Tu podes, então, ajudar-me; ajuda-me e me salve. Eu agora me ponho inteiramente em tuas mãos. 

Diga-me o que eu devo fazer para agradar a Deus, e eu estarei pronto para tudo, e espero fazer tudo com a tua ajuda; Ó Maria – Maria, minha Mãe, minha luz, meu consolo, meu refúgio, minha esperança. Amém. Amém. Amém.

(Excertos da obra ‘Glórias de Maria’, de Santo Afonso Maria de Ligório)

 

Soberana Rainha

 

Ó minha Soberana Rainha e Digna Mãe de Meu Deus, Maria Santíssima: ao me ver como eu sou, tão desprezível e sobrecarregado com tantos pecados, não ousaria chamar-te de Mãe e nem mesmo me aproximar de ti; mas eu não vou permitir que as minhas misérias me privem da consolação e confiança que sinto em chamar-te de Mãe. Sei bem que mereço ser rejeitado por ti; mas peço-te considerar tudo o que o teu Filho Jesus sofreu por mim e, então, após isso, rejeita-me se puderes.

Eu sou um mísero pecador que, mais do que todos os outros, tem desprezado a majestade infinita de Deus; mas o mal está feito. A ti venho recorrer; tu podes me ajudar; ó minha Mãe, me ajude! Não digas que não podes fazê-lo; pois eu sei o quanto és poderosa e que tu obténs tudo o que pedes junto a Deus; e, se acaso disseres que não me podes ajudar, diga-me, pelo menos, a quem eu possa interceder por este tão grande infortúnio. ‘Tem piedade de mim’, direi com o devoto Santo Anselmo: ‘Ó meu Jesus, perdoai-me e tem piedade de mim, minha Mãe Maria, intercede por mim, ou pelo menos me instrua a quem recorrer, que possa ser mais compassivo ou em quem eu possa ter maior confiança do que em ti’: Aut miseremini miseri, tu parcendo, tu interveniendo; aut ostendite, ad Quos tutius fugiam misericordiores; et monstrate, em quibus certius confidam potentiores’ (Orat. 50). Amém.

(Excertos da obra ‘Glórias de Maria’, de Santo Afonso Maria de Ligório)

 

Minh’alma canta, canta a grandeza do Senhor.
O meu espírito exulta de alegria
Em Deus, meu Salvador.

Porque voltou seu olhar
Para a humildade de sua serva.
E doravante todos os povos me chamarão feliz,
Me chamarão feliz, me chamarão feliz.

Minh’alma canta …

Derrubou do trono os poderosos
E elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos
E despediu os ricos com as mãos vazias.
Minh’alma canta, canta a grandeza do Senhor.
Meu espírito exulta de alegria
Em Deus, meu Salvador.

Mãe querida

 

Ó Maria, minha Mãe querida, em que abismo de males eu não deveria estar agora, se tu tantas vezes não me tivesses preservado com a tua mão compassiva! Há quantos anos eu já não deveria estar no inferno, se tu não me tivesses salvado por meio de tuas orações poderosas! 

Meus graves pecados lá me arrojaram; a justiça divina já tinha me condenado; os demônios já clamavam por executar a sentença; e tu viestes em meu auxílio antes que eu te chamasse ou pedisse. E o que eu posso retribuir, ó minha bendita protetora, por tantos favores e por tal amor?

Tu também vergaste a dureza do meu coração, e me atraíste ao teu amor e à confiança em ti. E em quantos outros males não teria caído se, com a tua mão compassiva, não tiveste me ajudado diante dos perigos em que eu estive a ponto de cair! Continue, ó minha esperança, a me preservar do inferno, e dos pecados que eu ainda possa cair. Nunca me permita tal infortúnio e ser amaldiçoado no inferno. 

Minha Senhora, eu te amo. Poderá tua bondade suportar ver perder um servo que te adora? Conceda-me, então, nunca mais ser ingrato a ti e ao meu Deus que, por teu amor, outorgou-me tantas graças. Ó Maria, diga-me, posso perder-me? Sim, se eu te abandonar. Mas isso é possível? Que eu nunca possa esquecer o amor que nutres por mim. 

Depois de Deus, tu és o amor da minha alma. Eu não sou mais capaz de viver sem te amar. Ó mais bela, mais santa, mais amável, criatura mais doce do mundo, eu me regozijo na tua felicidade. Eu te amo e espero sempre te amar tanto no tempo como na eternidade. Amém.

(Excertos da obra ‘Glórias de Maria’, de Santo Afonso Maria de Ligório)

Ave Maria!
A-ave!

Mãe que sempre espera e senhora da esperança:
Ora pro nobis!
Mãe do sorriso e senhora do silêncio:
Ora pro nobis!
Mãe sem fronteiras e senhora do ardor:
Ora pro nobis!
Mãe do repouso e senhora do caminho:
Ora pro nobis!

Ave Maria!
A-ave!

Mãe do bom conselho e senhora do presente:
Ora pro nobis!
Maẽ dos aflitos, senhora do consolo:
Ora pro nobis!
Mãe eternamente e senhora da unidade:
Ora pro nobis!
Mãe do universo e senhora do amor:
Ora pro nobis!

Ave Maria!
A-ave!

Senhora Imaculada

 

Ó minha Senhora Imaculada, alegro-me contigo por ver-te enriquecida com tão grande pureza. Agradeço, e só posso agradecer sempre, o nosso Criador por te ter preservado de toda mancha de pecado; creio firmemente nesta doutrina e estou pronto a jurar e até dar a minha vida, se for necessário, em defesa deste tão grande e tão singular privilégio de tua imaculada concepção.

Eu queria que o mundo inteiro te conhecesse e te reconhecesse como sendo a bela aurora, sempre iluminada pela luz divina; como aquela arca eleita da salvação, livre do naufrágio comum do pecado; como a pomba perfeita e imaculada que teu Divino Esposo a chamou; como o jardim recluso para o deleite de Deus; como a fonte selada, cujas águas não podem ser turvadas pelo inimigo; e, finalmente, como o cândido lírio que tu és pois, apesar de germinado entre os espinhos dos filhos de Adão, todos concebidos em pecado e inimigos de Deus, foste conservada pura e imaculada e, em todas as coisas, amada pelo teu Criador.

Consinta-me, portanto, que eu te louve como o próprio Deus te louvou: és toda formosa e não há mancha em ti (‘Tota pulchra es, Amica mea, et macula non est in te’ – Cant. iv. 7). Ó pomba puríssima, toda cândida, toda bela, sempre amiga de Deus! Quão bela és tua, minha Amada, quão bela és tu! (Quam pulchra es, amica mea, quam pulchra es!’ – Ib. 1). Dulcíssima, amabilíssima, imaculada Maria, tu que és tão bela aos olhos do teu Senhor, não desprezes volver teus olhos compassivos às feridas da minha alma, tão asquerosas como são. Olhe e se compadeça de mim, e me cure.

 

Ó belo ímã dos corações, atraí também para ti meu coração miserável. Tu, que desde o primeiro momento de vida, apareceste pura e bela diante de Deus, tem piedade de mim, que não só nasci em pecado mas, desde o batismo,  tenho maculado minha alma com novas culpas. 

 

Que graça poderá negar a ti o Deus que te escolheu para Sua Filha, Sua Mãe e Sua esposa e, por essa razão, te preservou de toda mancha e te preferiu, em seu amor, a todas as outras criaturas? Rogo a ti com as palavras de São Filipe Néri: ‘Virgem Imaculada, vem salvar-me’. Faz com que eu me lembre sempre de ti, e que tu, tu nunca te esqueças de mim. A espera do dia feliz em que poderei contemplar tua beleza no Paraíso parece mil anos perdidos, tanto mais te poderei louvar e amar muito mais do que posso agora, minha Mãe, minha Rainha, minha amada, belíssima, dulcíssima, puríssima e imaculada Maria. Amém.

(Excertos da obra ‘Glórias de Maria’, de Santo Afonso Maria de Ligório)

 

Ó Rainha do céu e da terra!
Ó Mãe do Senhor do mundo!

Ó Maria, maior de todas as criaturas, a mais excelsa e a mais amável! É verdade que há muitos neste mundo que te não conhecem nem te amam; mas, no céu, há muitas miríades de anjos e espíritos bem-aventurados que te amam e te louvam continuamente. Mesmo neste mundo, quantas almas felizes não se consomem por teu amor e não vivem enlevados pela tua bondade!

Que eu também possa te amar, ó senhora digna de todo amor! Que eu possa sempre lembrar-me de te servir, de te louvar, de te honrar, de empenhar em tudo para te amar! Tu atraíste tanto o amor de Deus que Deus, por assim dizer, por causa da tua formosura, foi arrancado do íntimo do Pai Eterno, exortado a fazer-se homem e tornar-se seu Filho.

E posso eu, um pobre verme da terra, não me apaixonar por ti? Não, minha dulcíssima Mãe, eu também te amo muito, e hei de fazer tudo o que eu puder para fazer os outros te amarem também. Aceite, pois, ó Maria, o desejo que eu tenho por te amar, e me ajudar a cumpri-lo. Eu sei quão favoravelmente os que te amam são vistos por Deus. Ele, depois de sua própria glória, nada mais deseja do que a tua, e ver-te honrada e amada por todos.

De ti, ó Senhora, posso esperar tudo; o perdão  pelos meus pecados e a perseverança. Tu me hás de assistir na hora da morte, e livrar-me do purgatório; e, finalmente, hás de me levar ao Céu. Todos os que te amam esperam isso de ti e não serão frustrados. Eu, que te amo com tanto fervor e acima de todas as outras coisas depois de Deus, tenho a firme esperança nestes mesmas promessas. Amém.

RAINHA DO CÉU E DA TERRA,
ROGAI POR NÓS!

O NOME DA VIRGEM ERA MARIA

Maria. O anjo Gabriel, ao saudar Nossa Senhora, não a chama imediatamente pelo nome, evidentemente temendo surpreender por tamanha familiaridade vinda de um visitante desconhecido. Contudo em seguida diz: ‘Não temas, Maria’ (Lc 1, 30). São Lucas não espera o fim do diálogo para informar, o evangelista parece impaciente em fornecer seu nome, logo no início diz: ‘o nome da virgem era Maria’ (Lc 1, 27).

Quem não fica feliz em repetir com frequência o nome de um ente querido? Recordar o nome provoca um sentimento de presença da pessoa ausente. É muita estu­pidez criticar os católicos por venerar o nome de Maria. A Igreja aprovou tal prática; no século XVI instituiu uma festa em honra deste nome bendito. O costume é muito antigo, anterior ao Cristianismo. No Antigo Testamento, era habi­tual usar nome para se referir à própria pessoa e nos salmos encontramos muitos exemplos. Nosso Senhor ensinou a rezar: ‘Santificado seja o teu nome’. O apóstolo São Pedro proclama que o nome de Jesus é o único que pode salvar: ‘Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu ­nenhum outro nome foi dado aos homens’ (At 4,12). Eviden­temente que se refere à pessoa do Salvador.

A leitura da Bíblia leva a uma outra consideração. Observa­mos que os nomes também indicam características das pes­soas. Eva significa mãe dos viventes; Deus muda o nome de Jacó para Israel, que significa mais forte que Deus. Por ordem divina, o precursor do Senhor deverá receber o nome de João, que significa Deus foi favorável. José recebe a ordem de colocar no menino o nome de Jesus, que significa Deus salva.

Joaquim e Ana escolheram chamar a filha de Mariam, nome muito comum naquele tempo. Pela providência podemos acreditar que o nome escolhido foi de inspiração divina. Um excelente autor espiritual escreveu: ‘Somente Deus podia escolher um nome para sua mãe. Como no batismo, quando a criança é nomeada em voz alta é gerada para a vida da graça, assim também aconte­ceu no instante em que Deus criou a alma da Virgem San­tíssima, a augusta Trindade nomeou Maria em voz alta diante do coro dos anjos. Deus já havia nomeado-a desde a eternidade. Para Deus, conceber ou nomear é a mesma coisa’. O padre Broise concorda com a ideia: ‘Vemos muitos exemplos na Escritura em que Deus nomeia seus servidores, então podemos piamente acreditar que o nome de sua mãe não foi escolhido aleatoriamente ou por vontade humana’

O nome é pouco utilizado na história antiga de Israel. Na forma mais primitiva o nome Myriam é encontrado ape­nas na irmã de Moisés. Seria de origem egípcia, e significaria Amada de Deus. Na pronúncia Mariam, tanto no aramaico como no sírio tem vários significados. Um sábio jesuíta ale­mão recorreu pacientemente a todas as etimologias que se derivaram da palavra e encontrou 67 variações. As inter­pretações comumente aceitas harmonizam-se com a mis­são da Santíssima Virgem. 

No aramaico primitivo Mariam significa a iluminadora, que procede do invisível. Mariam evoca também a ideia de amargura. O sentido seria: amar­go, mirra. A tradução proposta por São Jerônimo teve muita receptividade: gota do mar. Depois Stilla marís (gota do mar) se transformou em Stella maris (estrela do mar) por um erro de copista ou porque os camponeses romanos pronunciavam as vezes desta forma. A ligeira confusão valeu um dos títulos mais clássicos da piedade mariana e um dos hinos mais belos Ave maris stella, composto por São Bernardo.

Outra tradução seria soberana, princesa, senhora. Este último é o mais utilizado pela tradição cristã. Jesus é Nosso Senhor, Maria é Nossa Senhora. As explicações do nome de Mariam correspondem aos mistérios do Rosário, colocando em destaque as três principais funções que Deus confiou a Maria. Nos cinco mistérios gozosos, Maria aparece como a iluminadora de uma terra pecadora. Nela, o Verbo, luz dos homens, se encarnou; através dela santifica João Batista; então, no meio da noite, a luz se levanta sobre o mundo; depois, Maria apresenta no Templo aquele que deve ilu­minar todos os povos. A primeira parte da missão esta concluída: Jesus agora deve dedicar-se aos assuntos do Pai. Passam-se os anos. Voltamos a encontrar Maria traspassada pela espada da dor, associando-se ao sacrifício de Nosso Redentor. A dor é a gota mais amarga do cálice que Jesus recebe no Getsêmani e que oferece na cruz pela redenção da humanidade.

Porém seu Filho não podia permanecer cativo da morte. Na Igreja nascente, que canta a glória do ressus­citado, Nossa Senhora reza com os discípulos, que aguar­dam a descida do Espírito Santo. Então, devolve a Deus o Filho que havia lhe sido confiado; em breve, como Rainha do Céu, compartilhará ao seu lado o triunfo, intercedendo por cada um de nós. Ave Maria. Que seu nome seja nossa luz quando a dúvida envolve e a tentação ataca! Que a recordação da paixão do calvário alivie as dores, quando estamos deses­perados! Devemos invocar o nome de Maria em nossas an­gústias, porque ela é nossa soberana protetora. No caminhar de cada dia, elevemos o olhar para a Estrela do Mar.

Quando se levantam os ventos das tentações, quando se tropeça nas pedras da tribulação, olhe para a estrela e chame por Maria. Quando se agitam as ondas da soberba, da ambição e da inveja, olhe para a estrela e chame por Maria. Quando a ira, a avareza e a impureza assaltam violentamente a alma, olhe para Maria. Quando perturbado pela memória dos pecados, confuso pela fealdade da consciência, temeroso pela ideia do Juízo, mergulhado no abismo do desespero, pense em Maria, invoque Maria. Nunca afaste Maria dos lábios e do coração; nunca se afaste dos exemplos e das virtudes de Nossa Senhora. Não se extravia quem a segue, não se desespera quem pede sua ajuda, não se perde quem pensa nela. Ninguém cai quando está segurando a mão de Maria. Quando se está sob a proteção da Virgem Santíssima, nada se pode temer. Não se cansa quem a tem por guia; quem é amparado por ela chega felizmente ao porto seguro. Assim se compreende pela própria experiência o que foi escrito: o nome da virgem era Maria’  (São Bernardo de Claraval).

(Excertos da obra ‘ Ave Maria: história e meditação’, de Georges Chevrot)

Evangelho segundo S. João 6,44-51.


Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia.
Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim.
Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai.
Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna.
Eu sou o pão da vida.
No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram.
Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer.
Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo».

— Palavra da Salvação.

 

Quinta-feira da 3ª semana da Páscoa

Comentário do dia
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre a 1.ª Carta aos Coríntios, n.º 24

«O pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo».

«Nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão» (1Cor 10,17). O que é o pão que comemos? O Corpo de Cristo. Em que se transformam os comungantes? No corpo de Cristo; não numa multidão, mas num único corpo. Assim como o pão, constituído por muitos grãos de trigo, é um único pão no qual desaparecem os grãos, assim como os grãos subsistem nele, sendo contudo impossível detetar o que os distingue em massa tão bem ligada, assim também nós, juntos e com Cristo, formamos um todo. Com efeito, não é de um corpo que se alimenta determinado membro, alimentando-se outro membro de outro corpo. É o mesmo corpo que a todos alimenta. E é por isso que o apóstolo Paulo salienta que «todos participamos do mesmo pão».

Pois bem, se participamos todos do mesmo pão, se nos tornamos todos esse mesmo Cristo, porque não demonstramos a mesma caridade? […] Era o que acontecia no tempo dos nossos pais: «A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma» (At 4,32). Mas tal não acontece hoje; pelo contrário. E, contudo, homem, Cristo veio procurar-te, a ti que estavas longe dele, para Se unir a ti. E tu não queres unir-te a teu irmão? […]

Com efeito, Ele não se limitou a dar o seu corpo; mas, porque a primeira carne, tirada da terra, estava morta pelo pecado, introduziu nela, por assim dizer, outro fermento, a sua própria carne, da mesma natureza que a nossa, mas isenta de todo o pecado, cheia de vida. O Senhor distribuiu-a por todos a fim de que, alimentados por esta carne nova, possamos, em comunhão uns com os outros, entrar na vida imortal.

http://evangelhoquotidiano.org

 

 

Vídeo de formação:

Saudoso Padre Léo!

 

O Pão do Céu, És Tu Jesus.
Via de amor, nos transformas em Ti.

 Não, Tu não deixaste fria a terra,
Tu permaneceste entre nós
Nos alimenta de Ti
És o Pão da Vida,
Inflamas com o Teu amor
Toda a Humanidade.

Sim, trouxeste o céu sobre esta terra,
Tu permaneceste entre nós,
E nos leva contigo
A Tua casa
Onde estaremos junto a Ti
Toda a Eternidade.

Não, a morte não pode nos causar medo,
Tu permaneceste entre nós,
E quem vive de Ti
Vive para sempre
Deus entre nós, Deus para nós
Deus em meio a nós.

PARTILHA

Lendo um livro recomendado por meu orientador espiritual, e me encontrando nas palavras como se fossem minhas.

“Os sentidos e as cogitações do coração humano são inclinados para o mal desde a sua adolescência.” (Gn 8,21)

Quem não se estimula a si mesmo, quem não se esforça para se tornar melhor e mais perfeito, será arrastado pela veemência da concupiscência.

“_Alma crista, não deseja progredir?

_De nenhum modo.

_Que queres então?

_Viver e permanecer no estado que me acho, não me tornar pior, nem melhor. 

_Pois queres o impossível. No caminho de Deus iras para adiante, aumentando suas virtudes, ou voltaras para atrás, entregando-te aos vícios.”

(São Bernardo)

Fonte: Livro – Escola da perfeição Crista.

A leitura me recordou a melodia…

“Não da mais pra voltar, o barco esta em alto mar,

o mar é Deus e o barco sou eu!”

Me leva Jesus!!!

Desejar seguir em frente, em busca de vida de santidade.

Mas desejar ser santo, parece algo tão anormal hoje em dia.

A maioria pensa apenas em ser “normal” e basta!

Mas se não da para parar no normal,

temos que prosseguir em virtudes e graça…

Então me leva Jesus!

Quero somente o que quiseres,

que o meu desejo se una ao seu!

Quero navegar nos sonhos de Deus!

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